CEO da Galp elogia ministro da Economia depois do recuo no novo imposto sobre petrolíferas

CNN
20 abr, 10:50

António Costa e Silva “foi construtivo ontem", quando disse que um novo imposto não está afinal em cima da mesa, afirma Andy Brown

O presidente executivo da Galp elogiou esta manhã o ministro da Economia, depois de este ter recuado no lançamento de um novo imposto sobre as companhias petrolíferas. 

"António Costa e Silva foi construtivo quando disse ontem que não está em cima da mesa", afirmou Andy Brown, em declarações aos jornalistas. 

Em causa está o chamado “windfall tax” (expressão que pode traduzir-se como "imposto sobre a sorte inesperada"), que tributa lucros obtidos por empresas que beneficiam de condições que não controlam nem provocaram. É o caso do negócio das petrolíferas sem operações diretas na Rússia, pois ganham com o aumento do preço do petróleo sem arcar com os prejuízos de ter de abandonar investimentos no país invasor da Ucrânia.

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A 8 de abril, o ministro da Economia disse no Parlamento que o governo admitia criar esse novo imposto para empresas que beneficiem de acontecimentos inesperados, o que parecia ter como primeiro alvo as petrolíferas e as empresas de distribuição alimentar que lucrem com o aumento de preços provocado pela guerra. “Não podemos hostilizar as empresas mas vamos falar com elas e considerar um imposto ‘windfall tax’ para os lucros aleatórios e inesperados que elas estão a ter ", afirmou então António Costa Silva no Parlamento.

Entretanto, o ministro da Economia recuou. Ontem, também no Parlamento, afirmou que o governo não está “neste momento” a considerar um imposto temporário sobre empresas que apresentem lucros extraordinários por causa da guerra.

Andy Brown saúda assim o facto de a ideia do novo imposto não avançar. “Uma parte muito pequena dos lucros da Galp são feitos em Portugal”, sublinhou. E explicou que o negócio vive em ciclos, positivos e negativos, relativizando o atual impacto positivo dos preços do petróleo nos negócios da refinação e na venda de combustíveis.  

“Para uma companhia como a Galp, grandes flutuações em preços não são bem-vindos. Há dois anos tivemos preços negativos do petróleo”. Agora, a situação é diferente, o negócio da refinação está a ganhar dinheiro com o aumento do preço do petróleo. Mas “preferirmos estabilidade a volatilidade”.

"São os produtores de petróleo que estão a ganhar dinheiro. Não são as refinarias nem as gasolineiras", concluiu Andy Brown.

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