Custos sobem sem parar desde o ataque de 28 de fevereiro. Sem corte de impostos, a escalada seria ainda maior, na casa dos 50 cêntimos por litro
Quando, na manhã de 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel atacaram em força o Irão, um litro de gasóleo simples custava em Portugal uma média de 1,596 euros. Desde então, o preço já subiu para 1,927 euros, dados desta terça-feira - ou seja, mais 33 cêntimos. Mas como os preços do petróleo continuam em alta, é já possível estimar para a próxima semana aumentos nos preços de não menos do que oito cêntimos por litro.
Somando os 33 cêntimos que já subiu com os oito que já é possível estimar, será um aumento global de cerca de 40 cêntimos em cerca de três semanas. Ou seja, mais 25%.
Isto significa que o preço do gasóleo poderá superar os dois euros por litro, em média, muito rapidamente. Dito de outra forma, abastecer um depósito de 50 litros ficará 20 euros mais caro do que era no último dia de fevereiro.
Os dados médios são da Direção-Geral de Energia e Geologia, de cujo site se retirou o gráfico que espelha a escalada de preços:
No gráfico, é possível os preços a 28 de fevereiro, dia do início da guerra no Irão, do gasóleo simples (1,596 €) e da gasolina simples 95 (1,681 €). E é possível ver, também, dois grandes saltos em duas segundas-feiras consecutivas: no gasóleo, galgou para 1,817 € a 9 de março e para 1,915 € a 16 de março; na gasolilna, saltou para 1,776 € a 9 de março e para 1,849 € a 16 de março. Para a próxima segunda-feira estima-se já subidas na casa dos oito cêntimos, embora tal ainda dependa da evolução dos preços dos mercados internacionais nos próximos dias.
A subida teria sido ainda maior se o governo não tivesse anunciada a neutralidade fiscal face ao preço anterior à guerra. Partido das indicações do próprio governo, um aumento de 40 cêntimos num litro de gasolina teria sido de cerca de 49,2 cêntimos caso o Governo não tivesse "cortado" os impostos.
