30 dos melhores pratos fritos do mundo (e há pelo menos um que conhecemos bem)

CNN , Casey Barber
30 mai, 11:38

As pessoas nunca foram capazes de resistir ao desejo estaladiço por comida frita.

Vestígios arqueológicos demonstram que nos temos deleitado com massas fritas e outras delícias desde que os antigos mesopotâmios inventaram frigideiras, e o nosso amor por fritos veio apenas a crescer nos milénios seguintes.

Seria preciso um estômago de ferro e muito tempo para degustar cada irresistível prato frito pelo mundo fora, ou até mesmo provar todas as variações do mesmo prato – farturas versus jalebi, rosquinhas de São José versus beignets.

Portanto, nem todos os pratos fritos podem ser mencionados num único artigo, mas há delícias fritas suficientes para, pelo menos, oferecer-lhe um ponto de partida.

Aqui estão 30 dos melhores pratos fritos do mundo para que comece a salivar pela sua próxima viagem:

Tempura (Japão)

A tempura vegetal é conhecida pela sua massa leve como ar, feita a partir de farinha macia, ovos e água muito fria, ou com gás.

Embora a tempura de gambas também seja popular, a tempura de vegetais abrange uma extensa variedade de ingredientes, incluindo cogumelos, raiz de lótus e bardana, algas e hortaliças como folhas de shiso, feijão verde, abóbora e outras abóboras de inverno, quiabo e pimentos shishito.

Foi introduzida no Japão pelos missionários portugueses no século XVI como uma opção vegetariana durante períodos de jejum religioso.

Hushpuppies (sul dos Estados Unidos)

Estes croquetes salgados de farinha de milho têm sido um acompanhamento tradicional para pratos de peixe frito por todo o sul dos Estados Unidos desde o período da Guerra Civil.

Também conhecidos como "pão de redhorse" na Carolina do Sul (em homenagem à espécie de peixe que acompanhavam), assim como "pão de três dedos" ou "demónios vermelhos" pela Geórgia e Flórida, o nome "hushpuppies" foi o que ficou, quando turistas descobriram estes fritos no início do século XX.

Churros (Espanha, Portugal e América Latina)

Os deliciosos palitos, conhecidos como churros, são fritos e polvilhados com açúcar em pó.

Originalmente popularizados em Espanha e Portugal, estes palitos canelados são um doce favorito para o pequeno-almoço, ou lanche, inclusive por toda a América Latina.

A massa é esguichada através de um saco de pasteleiro com uma ponta em forma de estrela diretamente para óleo quente, de modo a dar ao churro a sua forma típica. Os churros são frequentemente polvilhados com canela e açúcar e mergulhados em café con leche (café com leite), chocolate quente ou dulce de leche (doce de leite).

Beignets (Louisiana)

Simples travesseiros de massa levedada frita polvilhados com açúcar em pó, os beignets são sinónimo do French Quarter em Nova Orleães, onde são celebremente servidos com café de chicória no Café du Monde.

Estes bolinhos chegaram ao sul por mão dos colonos franco canadenses (os Acadianos), no século XVIII, tornando os beignets numa referência da cultura e cozinha cajun.

Mandazi (África Oriental)

Como muitas iguarias fritas, estas almofadas triangulares e fofas têm vários nomes ao longo da costa swahili na África Oriental. A massa de levedura pode ser feita com leite ou leite de coco (se falarmos de leite de coco, os fritos podem ser apelidados de mahamri ou mamri) e aromatizada com especiarias como cardamomo ou amendoins.

No Gana, e noutros lugares da África Ocidental, à massa é dada a forma de bolas, e os doces são conhecidos como bofrot ou puff puff.

Jalebi (Índia)

Os jalebi indianos são primos dos zulbiya e zalabiya fritos do Meio Oriente -- círculos finos de massa frita que fizeram a travessia das rotas comerciais na era medieval. É utilizado um pano em musselina para espremer a massa para o óleo de fritar, mergulhando depois os fritos numa calda de açúcar para alcançar uma textura simultaneamente esponjosa e crocante.

São frequentemente consumidos juntamente com outros snacks, como chamuças ou com rabdi - um leite cremoso adoçado.

Flores de curgete (Itália)

 

Estas flores de curgete são recheadas com queijo ricota e salsa.

Os rebentos de flores de curgete representam um bónus botânico para os jardineiros: as plantas de abóbora produzem flores na primavera, mas apenas as flores femininas tornar-se-ão curgetes no final do verão.

Os jardineiros mais conhecedores escolhem os rebentos masculinos e transformam-nos em iguarias, mergulhando-os numa massa leve e fritando-os até ganharem volume e uma cor dourada. As flores também podem ser recheadas com ingredientes como queijo, prosciutto, arroz e ervas aromáticas.

Cronut (Estados Unidos)

Uma adaptação moderna dos dónutes tradicionais, os cronuts tornaram-se no nome que está na ponta da língua de todos os amantes de sobremesas nos Estados Unidos há quase dez anos.

Este híbrido entre croissant e dónute foi criado pelo chefe pasteleiro Dominique Ansel na sua pastelaria em Nova Iorque, em 2013, inspirando muitas outras imitações. A sobremesa folhada e fofa é recheada com cremes de diferentes sabores e, a seguir, coberta com um glacé.

Pão frito (povos nativos dos EUA)

O pão frito ("fry bread" ou "frybread") é resultado da expulsão forçada dos povos indígenas dos seus territórios, tornando-se num símbolo complexo para muitos tribos.

Quando os nativo-americanos foram expulsos dos seus terrenos agrícolas e empurrados para reservas pelo governo dos Estados Unidos, em meados de 1800, tiveram que usar os ingredientes que tinham à mão -- como farinha, açúcar e banha -- para criar este prato, que consiste numa porção grande e fofa de massa de pão, essencial para a sua sobrevivência.

Hoje, muitos cozinheiros nativo-americanos ajustam as suas receitas de família com ingredientes como milho moído localmente e farinha de trigo integral.

Tomates verdes fritos (Estados Unidos)

Apesar de frequentemente associados ao sul, os tomates verdes fritos são originários da região do Midwest. As receitas para este método de transformar tomates verdes numa confeção culinária aparecem tanto em livros de receitas das comunidades do Ohio, nos finais do século XIX, assim como em livros de receitas dos imigrantes judeus.

Independentemente de que como são fatiados, os tomates verdes fritos são um requisito da cozinha americana. As rodelas podem ser mergulhadas num polme de farinha de milho ou panadas com farinha, farinha de milho, ou pão ralado, antes de fritar.

Batatas fritas (Bélgica e França)

Amadas em todo o mundo, as batatas fritas tiveram como ponto de partida a França e a Bélgica.

A história e o lugar de nascimento das batatas fritas têm sido contestados entre a Bélgica e a França, mas o método utilizado para fazer pommes de terre frites migrou da alta cozinha para as cozinhas de fast-food, onde se tornou um ícone pelo mundo fora.

Como reza a lenda, o nome deste prato deriva da técnica francesa, ou juliana, que consiste em cortar finamente vegetais (neste caso, batatas), para que todos os pedaços sejam cozinhados uniformemente. Servido juntamente com um bife ou hambúrguer, com ketchup ou maionese, ou cobertas de queijo e molho, as batatas fritas são o acompanhamento perfeito para praticamente tudo.

Pakora (Índia)

Pakora é um termo de referência para uma variedade de bolinhos de vegetais indianos, que podem ser feitos com qualquer legume, desde uma base de batatas e beringelas a repolho e espinafres.

Confecionados tradicionalmente com um tipo de farinha de grão-de-bico conhecida como besan, estes bolinhos fritos podem variar na forma e no tamanho, dependendo dos vegetais utilizados. Pão pakora consiste em fatias de pão mergulhadas num polme e fritas, frequentemente, com legumes, como batatas, colocados entre as fatias de pão.

Tostones (Caraíbas e América Latina)

Frito é bom, mas duplamente frito? É ainda melhor. Os tostones consistem em bananas pão verdes duplamente fritas. Podemos encontrar variações desta receita nas cozinhas latino-americana e caribenha. Fatias de banana pão são fritas uma vez, depois esmagadas e fritas novamente para alcançar bordas extra crocantes.

Como as batatas fritas às rodelas, os tostones podem ser salgados e consumidos por si só, utilizados para mergulhar em molhos, ou como um veículo comestível para outros snacks como carnes desfiadas, queijo ou ceviche.

Arancini (Itália)

Estas bolas de arroz panadas e fritas são mais um dos pratos deliciosos originários da Sicília.

Os arancini sicilianos têm deleitado italianos desde o século X com a sua combinação de arroz com recheios salgados. Embora estas bolas de arroz panadas e fritas sejam um prato tradicional na Sicília, durante as celebrações de Santa Lúcia em dezembro, os arancini não desaparecem durante o resto do ano.

Podem ser complementados com uma variedade de recheios desde ragu de carne, mozarela, beringela, cogumelos até pistácios. Os arancini, também apelidados de arancine, podem ser redondos, ou moldados numa forma cónica em honra do vulcão siciliano, o Monte Etna.

Fofos de arroz (Moçambique)

A forte influência portuguesa na cozinha moçambicana pode ser vista no arroz de fofo – bolas de arroz panadas e fritas, que contêm arroz cozinhado com alho e louro e gambas no centro.

Embora o arroz, o alho e o louro tenham sido introduzidos como parte do processo de colonização levado a cabo por Portugal nos anos 1500, as gambas são uma iguaria local neste país costeiro do sudeste africano.

Rolos Chiko (Austrália)

Inspirado nos crepes chineses, os rolos Chiko foram inventados na década de 50 por um fornecedor australiano que queria um snack substancial para os seus eventos ao ar-livre, algo que pudesse ser comido "com uma só mão, enquanto a outra segurava numa cerveja fresca", de acordo com  a história oficial da sua origem .

Com um recheio de carne e vegetais e uma crosta de massa folhada frita, os rolos Chiko deixaram de ser um aperitivo de estádio para se tornarem num prato de take-away icónico por toda a Austrália.

Bhajis de cebola (Índia)

Embora existam muitas variedades de pakora, uma versão particular são os bhajis, ou bolinhos de cebola aromatizados com especiarias. Os bhajis da cebola são um lanche e um prato de rua saborosos no sul da Índia. Com as cebolas cortadas finamente, de forma a criar uma teia a que a massa se agarra, estes fritos são leves e estaladiços.

Banh Cam (Vietname)

Banh Cam é uma sobremesa vietnamita frita.

Embora a tradução do seu nome seja "bolo de laranja", não há qualquer sabor a laranja nestas bolas de arroz fritas. Em vez disso, estes doces sul-vietnamitas foram assim apelidados por se assemelharem visualmente a uma laranja. Feitas com farinha de arroz glutinosa e macia e com um recheio de pasta de feijão mungo, estas bolas são depois passadas por sementes de sésamo e fritas.

O Banh ran consiste numa variação semelhante encontrada no norte do Vietname. Estas bolas são regadas com calda de açúcar e têm um interior ligeiramente oco para o recheio.

Ovos Escoceses (Reino Unido)

Provavelmente, um dos petiscos de bar mais carregados de proteína na história da culinária, os ovos escoceses consistem em ovos cozidos envoltos em recheio de salsicha, panados e depois fritos até crocantes.

Eles podem ser decadentemente saborosos, mas não são definitivamente escoceses. Alguns dizem que este petisco salgado foi inventado pela retalhista britânica Fortnum & Mason nos anos 1700, enquanto outros afirmam que é uma versão britânica do nargisi kofta indiano, um prato de caril que contém ovos envoltos em carne de borrego picada.

Katsu (Japão)

Se estiver com desejos de frango frito crocante no Japão, katsu é tudo o que precisa. Estas costeletas de frango com uma crosta de panko são a base de muitas refeições, acompanhadas com arroz ou caril. O molho Katsu, um molho frutado, doce e ácido, também é um acompanhamento clássico. Além de katsu de frango, também existe tonkatsu, que se refere especificamente a costeletas de porco fritas, e gyukatsu, a versão com carne de vaca.

Calamares (Itália e Grécia)

Sejam fritos com um polme ou panados, servidos com um gomo de limão e molho marinara, ou um molho cremoso à base de maionese, este prato atualmente omnipresente migrou das costas gregas e italianas, onde é uma especialidade, para todos os menus de entradas.

O primeiro relato deste prato remonta a um artigo no The New York Times, em 1975. Estes simples anéis de lulas podem não estar tão na moda como na década de 90, mas esta sensação de marisco permanece em muitos menus.

Frango frito (Coreia e Estados Unidos)

Yum! Asas de frango fritas à moda da Coreia, com um molho de alho e acompanhadas com kimchi e rabanete em vinagre.

Existem muitas maneiras de cozinhar frango, mas duas das mais populares (e crocantes) são o frango frito americano e o frango frito coreano.

O frango frito americano é conhecido pela sua crosta grossa e irregular, resultado de passar os pedaços de frango marinados com leitelho em farinha condimentada, para formar o revestimento. O frango frito coreano tem um revestimento fino e estaladiço e é duplamente frito para ficar extra crocante. Depois é coberto por um molho de gochujang e mel.

Amêijoas fritas (Nova Inglaterra)

As barracas de amêijoas à beira da estrada pontuam a paisagem de Nova Inglaterra, de Connecticut a Maine, vendendo o prato de marisco frito mais famoso da região. Em Nova Inglaterra, o interior dos moluscos é mergulhado no leite e depois passado por farinha de milho para os panar, antes de fritar. 

São tipicamente servidas com molho tártaro e podem ser apreciadas por conta própria ou num rolo de amêijoas semelhante a um cachorro-quente. Para uma versão mais fina e crocante, removem-se as barrigas das tiras de amêijoa.

Kibbeh (Médio Oriente)

É o prato nacional do Líbano, mas existem versões destas bolas de carne e bulgur fritas por todo o Médio Oriente. A carne de vaca, ou cordeiro, picada é misturada com bulgur de trigo cozinhado, cebolas e especiarias. Tradicionalmente, é misturado e moído à mão, dado forma e depois frito.

O kibbeh pode ser moldado no formato de bolas de futebol, discos grandes ou assado em caçarolas. Uma versão crua, semelhante ao tártaro, é conhecida como kibbeh nayyeh.

Leche frita (Espanha)

A leche frita é servida com cerejas.

Leche frita, ou leite frito, é um prato de rua popular no norte de Espanha. O leite é cozido com farinha e açúcar até se obter um creme grosso e depois é colocado no frio até ficar firme. O creme é cortado em cubos, passado por farinha e ovos e, então, frito. Polvilhar os cubos de leche frita com canela e açúcar torna esta sobremesa ainda mais doce.

Tosta de camarão (Hong Kong)

Tosta de camarão (ou tosta de gambas) trata-se de um snack simples e saboroso que consiste numa pasta de gambas espalhada numa fatia de pão branco, depois frita até obter uma cor dourada.

Este prato foi popularizado em Hong Kong -- alguns especulam que a componente do pão neste prato provém da colonização britânica -- e espalhou-se por menus de dim sum à escala mundial. As sementes de sésamo são polvilhadas na tosta de camarão antes de fritar, em versões britânicas e australianas.

Barrita de Mars frita (Reino Unido)

É uma das experimentações mais conhecidas de "será que frita?". A barrita de Mars frita é uma inovação escocesa que inspirou muitas outras imitações, desde Oreos a Twinkies fritos.

Originalmente criada num restaurante de fish and chips escocês -- supostamente como desafio -- uma barrita de Mars congelada (uma barrita de chocolate, nogado e caramelo) é mergulhada numa massa densa e frita até que o chocolate fique viscoso e ligeiramente derretido.

Pizza frita (Itália)

Nápoles, em Itália, é conhecida pela sua pizza com massa fofa e fina, mas a pizza frita é um dos básicos menos conhecidos no que toca às pizzas tradicionais da cidade. Há muito um snack nas áreas mais pobres de Nápoles, diz-se que este tipo de pizza se tornou popular durante a Segunda Guerra Mundial, quando os alimentos eram escassos e os bombardeamentos destruíram muitos dos fornos de lenha utilizados para confecionar a tradicional pizza napolitana.

Estas porções de massa fofa enchem qualquer um -- especialmente, quando recheadas com ingredientes como ricota, tomates esmagados e torresmos.

Chimichangas (sudoeste dos Estados Unidos)

Uma chimichanga de vaca frita com arroz e feijão deve acertar em cheio. Antiácido é opcional.

O Arizona reivindica ser o berço das chimichangas - burritos fritos que, hoje, representam uma das bases da cozinha Tex-Mex.

Embora dois restaurantes em Phoenix e em Tucson ofereçam histórias a competir pela origem deste prato, como acontece com muitos pratos de Tex-Mex, o conceito espalhou-se pelo sudoeste. Os burritos podem ser recheados com arroz, feijões, queijo e carnes como carne de vaca, carne asada, ou frango, depois fritos até a tortilha se tornar num invólucro dourado.

Chicharrons (Espanha, América Latina e Filipinas)

Os couratos podem ser populares na dieta cetogénica, mas não são uma inovação desenvolvida pelas grandes marcas de snacks. Chicharron, ou pele de porco frita, tem sido um método culinário para aproveitar ao máximo cada parte do porco há séculos. É mais frequentemente associado a Espanha e aos países da América Latina, assim como às Filipinas.

Pode fazer parte de um prato principal, quando faz parte do recheio de tortilhas, mofongo ou arepas, ser uma cobertura crocante, ou pode ser comido por conta própria com condimentos.

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