Covid-19: este ano, os portugueses podem regressar às praias sem restrições

1 jun, 08:00
Praias da linha de Cascais

Nova portaria do Governo sobre época balnear não renovou medidas de anos anteriores como uso da máscara no bar e regras para os desportos. Mas alguns concessionários vão manter toldos mais afastados pois não sabiam se regras iam mudar e já tinham montado os equipamentos

Os portugueses vão poder regressar às praias sem restrições, depois de dois anos de distanciamento e imposição de máscaras no areal e nos bares junto ao mar, por causa da pandemia de covid-19. A confirmação foi dada pelo Governo, tendo em conta a ausência de medidas específicas para combater a doença na portaria, publicada este mês de maio, que regulamenta a época balnear de 2022. É que, nos anos de 2020 e 2021 vinham referidas regras como o distanciamento físico entre banhistas, utilização de máscara nos acessos ou até a proibição de certas práticas desportivas.

Este ano passa apenas a ser recomendado o bom-senso, mas nenhuma das regras é obrigatória. Regras estas que nos últimos anos se não fossem cumpridas podiam valer numa multa entre 50 a 100 euros para os cidadãos e os 500 a mil euros para as empresas. 

A Federação de Concessionários de Praia congratula-se com o fim das restrições. "Já podemos trabalhar a 100%, até já podemos fazer eventos, como festas de casamentos”, diz à CNN Portugal João Carreira, presidente daquela federação, admitindo que o cansaço dos dois anos anteriores foi grande, pelo que é bom retomar a normalidade: "Temos as praias seguras, queremos receber os banhistas e os turistas em segurança e dar uma boa imagem do país".

Máscaras

Ao contrário dos anos anteriores, ninguém será obrigado a utilizar máscara, seja no acesso ao areal, seja nos bares de praia e restaurantes, seja ainda no acesso à casa de banho. Tal como suceder nos restantes setores também aqui a proteção facial foi totalmente abolida. No entanto, refere João Carreira, alguns dos associados vão continuar a manter o uso da máscara nos seus funcionários. Também qualquer banhista que queira usar máscara o pode fazer, mas sem qualquer obrigação.

Chapéus de sol e toldos

A distância de três metros entre toldos e chapéus de sol que estava prevista como forma de segurança durante a pandemia deixa de ser aplicada. Agora, as concessionárias podem regressar às regras anteriores, dispondo como estava anteriormente previsto. E os banhistas podem colocar os seus chapéus de sol onde entenderem. Se um grupo de 10 pessoas quiser montar o guarda-sol ao lado um do outro pode fazê-lo, independentemente da distância existente.

No entanto, em muitas praias, irá manter-se a colocação de toldas com distâncias de três metros, apesar de não ser obrigatório. Isto, explicou João Carreira, simplesmente por uma questão de logística. Ou seja, em grande parte dos casos, os toldos e outros equipamentos foram montados antes da publicação da portaria, e por isso ainda de acordo com as regras de distanciamento verificadas nos anos anteriores.

Distanciamento na areia e mar

Durante dois anos, era recomendado que os banhistas deviam manter uma distância de 1,5 metros de outras pessoas, no areal e no mar. Isto a não ser que fossem do mesmo grupo. Esta recomendação também acabou  

Desportos na praia

Quanto ao desporto na praia, deixam de existir as regras aplicadas nos últimos dois anos. As aulas de surf e similares deixam de ter limitação de participantes, enquanto a prática desportiva passa a ser sempre permitida, sendo que em 2020 e 2021 era proibida em situações em que a ocupação fosse elevada. O mesmo se aplica a massagens e similares, serviços que podem passar a ser efetuados sem quaisquer restrições.

Semáforos

Foi uma das medidas mais emblemáticas da pandemia e servia para informar sobre a lotação da praia. Apesar de já não haver limite de pessoas, o equipamento pode manter-se em alguns locais como forma de prestar informação às pessoas. Serão os concessionários a decidir se vão manter ou não os semáforos que diferem a ocupação entre baixa, elevada e plena e que podem ser sempre consultados antes de sair de casa na aplicação "Info Praia".

O regresso à normalidade nas praias, garante o presidente daquela Federação, é sem dúvida uma "mais-valia para o negócio", e por isso uma esperança: "Que o tempo ajude".

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