Governo confirma que portuguesa desaparecida após tragédia nos Alpes tem "entre 22 e 23 anos"

Tiago Ferreira Resende , notícia atualizada às 19:45 com novas informações sobre a portuguesa ferida
2 jan, 17:11

Secretário de Estado Emídio Sousa diz ainda que Portugal disponibilizou duas vagas em unidades de queimados para receber vítimas da tragédia na Suíça

Uma jovem portuguesa, com cerca de 22 anos, está desaparecida na sequência do incêndio que deflagrou no bar La Constellation, em Crans-Montana, na Suíça, na noite da passagem de ano, enquanto uma mulher de 40 anos, também de nacionalidade portuguesa, encontra-se ferida. A informação foi confirmada em exclusivo à CNN Portugal por Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

“Será uma pessoa jovem, na casa dos 22, 23 anos”, indicou o secretário de Estado, explicando que a jovem que está desaparecida é residente em Crans-Montana. “Criámos linhas de contacto e pedimos às pessoas e familiares que pudessem ter algum tipo de informação de pessoas desaparecidas que pudessem estar no local. Recebemos, penso que até foi através de amigos, a informação sobre o desaparecimento desta jovem”, referiu o governante, acrescentando que ainda não existe confirmação se a jovem estaria ou não no local.

Emídio Sousa avançou também informações sobre uma portuguesa alegadamente ferida no incêndio, com cerca de 40 anos e que estaria hospitalizada em Sion. Segundo o secretário de Estado, “ainda não existe informação sobre qual é o tipo de lesão”. “Inicialmente foi-nos dito que seria uma fratura numa perna, mas depois não conseguimos confirmar junto das autoridades suíças, portanto neste momento é prematuro estarmos a avançar sobre uma possível transferência para Portugal”, sublinhou.

No entanto, a CNN Portugal apurou junto da família desta cidadã, que é natural de Mirandela, que apesar de ter dado entrada naquele hospital no dia da tragédia, não é uma vítima do incêndio, tendo, aliás, recebido já alta hospitalar. Recorde-se que o próprio Presidente da República manifestou solidariedade às famílias das vítimas, avançando mesmo com uma possível morte.

Emídio Sousa confirmou ainda que Portugal já ativou mecanismos de apoio no âmbito da solidariedade europeia. “Portugal, através dos mecanismos europeus da solidariedade, a Proteção Civil Portuguesa, já disponibilizou duas vagas para queimaduras, uma no Porto e outra em Lisboa”, referiu, explicando que a decisão de utilizar essas vagas cabe exclusivamente às autoridades suíças.

Relativamente às causas do incêndio, que estão a ser associadas a um engenho pirotécnico numa garrafa de champanhe, o secretário de Estado afirmou não haver ainda qualquer confirmação oficial. “Penso que também será prematuro [avançar com as causas]. Mas as autoridades suíças são extremamente competentes e penso que a muito breve prazo teremos toda a informação”.

O chefe da polícia do cantão de Valais, Frederic Gisler, confirmou esta sexta-feira que havia uma portuguesa entre os 119 feridos do incêndio, ocorrido cerca de uma hora e meia depois da meia-noite.

Segundo Frederic Gisler, “o destino de perto de 150 pessoas transformou-se em horror”. O número oficial de mortos mantém-se nos 40, embora autoridades italianas tenham avançado com 47 vítimas mortais. Entre os 119 feridos, permanecem ainda seis por identificar, havendo cidadão de várias nacionalidades, como franceses, italianos e sérvios.

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