Chá de Mora, preparado pelo capitão Mateus Fernandes
A FIGURA: Rodrigo Mora
Ao seu estilo, com a finta curta e capacidade para rodopiar, o médio foi com o seu talento disfarçando alguma capacidade coletiva para definir lances ofensivos. Foi dos seus rasgos individuais, quase sempre com muito pouco espaço, que Portugal foi capaz de incomodar a baliza azeri. Deixou o primeiro aviso sério ao minuto 37, ao atirar ao travessão da baliza contrária. Deu início à marcha do marcador ao apontar o primeiro golo da noite, que abriu caminho ao triunfo
O MOMENTO: primeiro de Portugal (48’)
Mateus Fernandes puxou dos galões e impôs o músculo em velocidade pelo centro do terreno, invadindo a área azeri com uma boa combinação com Gustavo Varela. Já na área, transposta a defesa contrária, serviu Rodrigo Mora, que teve tempo para se enquadrar e escolher o local pelo qual abanaria as redes. O golo que abriu caminho ao triunfo.
OUTROS DESTAQUES
Mateus Fernandes
A braçadeira de capitão anunciou o médio do West Ham como o coração da equipa, o que veio a verificar-se. Assumiu a batuta, foi o estratega e o ponto de equilíbrio da seleção lusa, passando praticamente todo o jogo pelos seus pés. Constrói o lance do golo inaugural do encontro.
Suleymali
Destemido, o defesa azeri – que também ostentou a braçadeira de capitão – foi um dos principais rostos da luta do Azerbaijão. Liderou uma defesa a cinco com determinação e afinco na luta para travar o talento luso.
Tiago Gabriel
Em estreia na seleção, o defesa dos italianos do Lecce formou com Gonçalo Oliveira uma dupla compacta. Não que o adversário tivesse dando grande réplica, mas ainda assim Tiago Gabriel jogou em antecipação e foi prático na primeira fase de construção.
Adilkhanov
Com a camisola dez do conjunto do Cáucaso, Adilkhanov tentou ter bola e sair a jogar. Notou-se capacidade técnica, mas faltou conexão e capacidade coletiva para que o Azerbaijão conseguisse articular jogadas com bola.