Roberto Martínez elogia homólogo e compatriota na antevisão ao Portugal-Espanha, da final da Liga das Nações
Roberto Martínez é espanhol, mas neste domingo pode roubar a Liga das Nações ao país natal. No comando da Seleção Nacional, o treinador explicou como os amigos vão viver esta final.
«Os amigos? É fácil. Não podem perder, ganhe quem ganhar. Adoram a sua seleção (Espanha) e, agora, adoram Portugal. É um jogo em que não há um perdedor. Estou aqui porque o meu pai foi uma influência e isso é mais forte», partilhou este sábado na conferência de antevisão ao Portugal-Espanha.
Sobre os adversários do derradeiro jogo, Martínez elogiou o homólogo e compatriota Luis de La Fuente.
«Luis de la Fuente criou um espírito que parece mais de clube do que seleção, o que faz com que, quando os jogos se complicam, consigam ser competitivos. Não vejo aspectos negativos numa seleção, vejo o que existe no futebol. Todas as equipas têm pontos fortes e menos fortes, depende de cada jogo», apontou.
No seguimento, foi questionado sobre um suposto convite da seleção espanhola, mas afastou logo esse tema.
«Não. Falar de Luis de la Fuente enche-me de orgulho, porque acompanhei muito proximamente o que fez nos sub-21. Naquela altura era treinador da Bélgica e seguia o campeonato de sub-21. Vi que tem capacidade de liderar e criar equipas vencedoras e o que está a fazer não é uma surpresa, já tinha provas disso. Todos estamos sob a mesma lupa, que é a da vitória, e elas falam por si mesmas. Criou uma equipa que é mais difícil de defrontar, porque é capaz de pausar o jogo muito bem, mas também de acelerar muito bem o ritmo», finalizou.
