Roberto Martínez revela onde vai ficar a Seleção no Mundial 2026

30 jan, 19:34
Roberto Martínez anuncia convocados da Seleção para os jogos com República da Irlanda e Arménia (ANTÓNIO COTRIM/Lusa)

Quartel-general será em Miami. Selecionador nacional também lançou apelo para que os jovens tenham mais minutos na Liga

O selecionador nacional, Roberto Martínez, revelou que a comitiva portuguesa vai ficar instalada em Miami durante o Mundial 2026, apesar de ter dois jogos em Houston.

«Não posso confirmar, porque a FIFA vai apenas confirmar dentro de duas semanas, mas posso dizer que a nossa ideia é ficar na Florida, em Miami. Temos dois jogos em Houston, mas num estádio fechado. Então, a ideia é treinar em Houston, nas condições do terceiro jogo, que é contra a Colômbia, em Miami», explicou Martínez, à margem do primeiro Congresso do Futebol Português.

Portugal integra o Grupo K, juntamente com Uzbequistão, Colômbia e o vencedor do Caminho 1 do play-off intercontinental (com Jamaica, Nova Caledónia e RD Congo).

O Mundial arranca a 11 de junho e Martínez voltou a sublinhar a importância do último estágio antes da convocatória final, que vai servir para «abrir a possibilidade a todos os jogadores para entrar na convocatória».

«Acho que a posição da equipa técnica e do selecionador, agora, nas próximas seis, sete semanas, é a posição mais cruel e difícil», assumiu.

O selecionador nacional já utilizou mais de 30 jogadores – a convocatória para o Mundial só terá 26 – e revelou que «há mais dez jogadores que estão num bom momento de forma, que ainda não entraram nas convocatórias».

Martínez pretende chamar «26 mais um», sem que seja «necessariamente a lista do Mundial», tendo em vista «aumentar a competitividade e tentar preparar opções, a polivalência», prometendo «abrir a porta a jogadores em bom momento que podem trazer qualquer coisa que ajude».

«Temos uma percentagem muito baixa de jogadores nacionais sub-21 a jogar na Liga»

Durante o Congresso do Futebol Português, Martínez também lamentou que existam poucos jovens portugueses a atuar na Liga.

«Eu acho que Portugal é dos países europeus que melhor trabalho está a fazer na formação, mas temos um desafio, porque no futebol profissional, na Liga, é que temos uma percentagem muito baixa de jogadores nacionais sub-21 a jogar», afirmou.

«Estamos a criar e a desenvolver talento muito bem, mas os primeiros 50 jogos dos jogadores fazem parte dessa formação e precisamos de olhar para isso. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e os clubes estão a fazer um trabalho fantástico, mas temos de encontrar o espaço para os jogadores. Em comparação com outras ligas, têm 3,8% dos minutos, metade da Liga francesa, e a quarta a contar de baixo em comparação com as restantes europeias», explicou.

Perante os quase mil presentes, Martínez recordou os feitos das seleções portuguesas jovens em 2025, enaltecendo a importância de «ganhar, mas, sobretudo, de saber como ganhar».

«Dar minutos aos jogadores jovens é um objetivo e uma prioridade para dar continuidade a esse talento, que, até agora, tem sido obrigado a sair para se afirmar e chegar à seleção», disse o técnico espanhol, antevendo que, nesse capítulo, «os regulamentos também podem ajudar», porque «apostar na formação sem minutos nas primeiras equipas não faz sentido».

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