Somos incríveis, estamos bem e só a Suécia nos vence numa comparação: Marcelo faz o ponto da situação da pandemia

5 jan, 13:58

Presidente fez declaração à saída de um encontro que reuniu os decisores políticos e os especialistas

O Presidente da República enalteceu esta quarta-feira as boas notícias acerca do combate à pandemia ditas pelos especialistas na reunião do Infarmed - que juntou especialistas e governantes. Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda o elevado número de testes feito pelos portugueses, cinco vezes superior ao mesmo período do ano passado, que demonstra uma “capacidade de assumirem o apelo a uma autogestão da pandemia”.

“Os níveis de testagem são cinco vezes superiores em relação ao que se passava há um ano. Isto representa um esforço por parte dos portugueses e a sua capacidade de assumirem o apelo a uma autogestão da pandemia”, elogiou Marcelo à saída da reunião do Infarmed.

O chefe de Estado sublinhou ainda o facto de o “significativo aumento do número de contágios” não ter tido “correspondência em internamentos, em internamentos de cuidados intensivos e de mortes”, destacando ainda a importância da vacinação para esse efeito. “Todos os especialistas destacaram a importância da vacinação. Olhando para os números dos internados e não internados, é muito significativo o efeito da vacinação”, referiu.

Marcelo citou ainda os especialistas para apontar à menor severidade da variante Ómicron e o facto de “esta variante ataca as vias aéreas mas não atacar da mesma forma os pulmões”- e isto justifica a situação menos problemática que o país atravessa.

Esses fatores permitiram ao país manter-se aberto com menos restrições do que a vasta maioria dos estados em território europeu e esse foi um dos pontos positivos apontados pelo Presidente da República. “Tirando a Suécia, Portugal é a sociedade europeia mais aberta em termos de funcionamento social, económico e escolar. Isto é, de ausência de limitações ou restrições”, frisou.

Questionado se a baixa literacia de parte da população portuguesa não desaconselha essa "autogestão", o chefe de Estado considerou que, pelo contrário, os portugueses têm demonstrado "uma alta literacia na resposta aos apelos sanitários" para conter a propagação da covid-19 em Portugal.

"Uma coisa é a literacia em termos de escolaridade, que tem vindo a subir, felizmente, na sociedade portuguesa. Outra coisa é em termos de cultura cívica, de experiência, em que os portugueses, independentemente do grau de escolaridade que possuem, têm respondido afirmativamente, mostrando capacidade que eu diria ser para uma alta literacia no domínio da proteção da sua saúde e da saúde dos outros", argumentou.
 

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