Fernando Gomes na despedida: «Felizmente o Éder marcou aquele golo»

18 nov 2024, 19:07
Fernando Gomes (António Pedro Santos/Lusa)

Dirigente estará presente no último jogo da Seleção Nacional enquanto presidente da Federação Portuguesa de Futebol

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, em declarações à Sport TV +, antes da partida frente à Croácia, da sexta jornada da Liga das Nações:

«Não se pode dizer que seja uma despedida. Vamos continuar a apoiar a Seleção e continuar a ser fãs incondicionais. É meramente uma despedida da presidência da FPF após três mandatos. Hoje é o último jogo que a Seleção A, mas ainda temos a qualificação da nossa seleção feminina no dia 29. Vai jogar um play-off para estar no terceiro Europeu consecutivo. Ainda temos coisas para concluir.»

«Recordo perfeitamente o primeiro jogo. Foi no dia 29 de fevereiro de 2012, inauguração do estádio de Varsóvia. 13 anos depois, se perspectivava ter tantas alegrias? Sinceramente tinha algumas dúvidas. Já tivemos seleções fantásticas. Quando começamos este trajeto ansiavam um dia poder conquistar algo. Felizmente o Éder marcou aquele golo a 10 de junho de 2016 e deu-nos a oportunidade de conquistar pela primeira vez o título europeu.»

«Cumpre às outras pessoas avaliar aquilo que fizemos. Se olharmos para uma federação desportiva, que tem como missão conquistar, não há dúvida nenhuma que tivemos um conjunto de conquistas muito importantes. O Europeu e a Liga das Nações são títulos que nunca mais vamos esquecer. Nessa perspectiva pode considerar-se um legado imenso nestes 13 anos.»

[Deixa alguma mágoa?] «Uma pequena mágoa, não posso deixar de reconhecer, mas gostaria muito de ter conquistado o título europeu de sub-21. Tivemos duas vezes muito próximos, em 2015 e 2021. Foi pena porque a Seleção tem feito um trabalho fantástico em termos de valorização dos nossos jovens. Se olharmos para aquilo que fizemos só podemos estar contentes.»

[Faltou algo?] «Aquilo que nos faltou é a questão do título mundial. Em 2022 tivemos todos muita esperança, nomeadamente depois da vitória com a Suíça, por 6-1. Todos nós ficámos ansiosos e extremamente positivos. Infelizmente nunca aconteceu. Essa é a pequena mágoa que levamos, tanto eu como o Humberto Coelho e João Pinto que me acompanharam desde o início.»

[Alguma palavra aos portugueses?] «Agradecimento muito profundo. Alteramos significativamente a nossa relação com os nossos adeptos. Essa foi uma marca que nós deixamos. Os estádios onde a seleção jogava estavam consecutivamente cheios. Esse apoio também se traduz quando jogamos fora. Não posso deixar de recordar o grande apoio no Euro 2024, um mar de gente.»

[Vai sentir falta?] «Sempre que deixamos algo que gostamos muito, não há dúvida que fica sempre uma nostalgia. Sou português, fã incondicional da Seleção e irei sempre acompanhá-la.»

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