Autarca da cidade do Porto criticou a dimensão da operação "Imergente", sugerindo que "é pelo menos tão importante" ter atenção a outros problemas
O presidente da Câmara Municipal do Porto fez um alerta este domingo, chamando a atenção para aquilo que diz ser uma situação diária na cidade, e que está relacionada com o tráfico de droga.
No programa da CNN Portugal O Princípio da Incerteza, e aproveitando o tema da megaoperação da Polícia Judiciária ao poder autárquico do PS em Lisboa, Pedro Duarte lamentou que tenham sido destacados cerca de 400 inspetores, enquanto outros locais do país sentem dificuldades no combate à criminalidade.
"Eu vivo numa cidade, no Porto, onde há, a céu aberto, todos os dias tráfico de droga à porta de escolas, no meio da rua, em que ninguém é detido e não há investigação nenhuma. Aquilo que me dizem é que não há polícias disponíveis", lamentou.
Pedro Duarte garante que a situação no Porto é "extraordinariamente difícil e complexa", pelo que sugeriu que operações da dimensão da "Imergente" poderia ter 300 em vez de 400 polícias, podendo os 100 restantes ajudar a resolver problemas deste género.
"Da próxima vez, se calhar, deixem 300 polícias para investigar os contratos das juntas de freguesia de Lisboa, e mandem 100 para o Porto, para irem atrás dos traficantes de droga", sugeriu, referindo que isso poderia não dar a mesma "popularidade".
No entanto, e na ótica de Pedro Duarte, "para a sociedade portuguesa é pelo menos tão importante combater quem anda a traficar droga e a destruir a vida de tantas crianças, jovens e adultos" como investigar casos como o da autarquia de Lisboa.
