Porto Editora responde à polémica do caso Marega para discutir racismo

1 ago, 16:44
4/10: V. Guimarães-FC Porto, 1-2 (16 FEVEREIRO, 21.ª Jornada da Liga 2019/2020): o jogo do «caso Marega», em que o maliano reagiu com revolta a insultos racistas oriundos das bancadas e abandonou o relvado. Um acontecimento que motivou uma reflexão aprofundada sobre algo raro em Portugal. Ah, e a vitória, apesar de em segundo plano, confirmou a redução de sete para um os pontos de desvantagem do FC Porto para o então líder Benfica.

Em causa está um manual de Filosofia de 10.º ano. Ex-jogador do FC Porto abandonou um jogo com o Vitória de Guimarães após ter sido alvo de racismo - três espectadores foram multados

A Porto Editora esclareceu esta segunda-feira a menção do “caso Marega” no manual de filosofia “Ágora”, rejeitando que o livro "potencie a criação de um estigma injustificado sobre milhares de adeptos, como refere o comunicado emitido pelo clube vitoriano".

Apesar disso, em comunicado, é feito um pedido de desculpas: "Os autores do manual referem-se aos adeptos do Vitória Sport Clube como os autores dos insultos racistas", acusações das quais o clube foi absolvido. Desta forma, "pedimos desculpa ao Vitória Sport Clube e aos adeptos vitorianos e vamos proceder à correção do texto, nos livros escolares que ainda não foram impressos."

Num manual de filosofia do 10.º ano, a Porto Editora abordou o posicionamento ético de um pivot de um telejornal enquanto noticiava os insultos racistas que adeptos do Vitória de Guimarães teceram relativamente a Moussa Marega. O caso aconteceu a 16 de fevereiro de 2020 no estádio D.Afonso Henriques e levou à saída de campo do jogador, assim que ouviu os insultos. 

Perante a publicação do manual, o Vitória de Guimarães criticou, num comunicado publicado no passado domingo, a posição da editora, afirmando que “um estigma generalizado foi criado” e que “o Vitória Sport Clube foi absolvido de todas as acusações referentes a este caso”. Três espectadores foram multados na sequência desse caso.

O comunicado termina com uma exigência: a retirada do caso de estudo do manual de filosofia. Isto porque, segundo o clube, a menção no manual “potencia a criação de um estigma injustificado sobre milhares de adeptos e sobre um clube que celebra, dentro de dois meses, o seu Centenário''.

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