Responsáveis do Porto Canal julgados por divulgação de emails do Benfica

20 jun, 16:46
Francisco J. Marques

Francisco J. Marques divulgou vários emails ao longo de 20 sessões no Porto Canal

Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, Júlio Magalhães, antigo diretor do Porto Canal, e o comentador Diogo Faria, daquela estação televisiva, foram pronunciados esta segunda-feira para julgamento pelos crimes de violação de correspondência e acesso indevido, a propósito da divulgação de emails desviados dos servidores do Benfica, alegadamente pelo hacker Rui Pinto.

A decisão, a que a CNN Portugal (do mesmo grupo da TVI) teve acesso, é do juiz Carlos Alexandre.

O caso remonta a 2017, quando Francisco J. Marques divulgou, em direto, correspondência eletrónica trocada entre dirigentes do Benfica. O responsável do FC Porto garantia no Porto Canal que tinha recebido os documentos de fonte anónima, e também sem qualquer contrapartida.

Num programa normalmente transmitido às terças-feiras, e que teve 20 emissões sobre os emails, o então diretor de comunicação do FC Porto apontava uma série de ilícitos alegadamente cometidos pelo clube da Luz.

O Benfica decidiu então acusar vários responsáveis do FC Porto e do Porto Canal, como são os casos de Francisco J. Marques, Diogo Faria e Júlio Magalhães. A acusação recaiu ainda no presidente e em dois dois administradores da SAD azul e branca, Jorge Nuno Pinto da Costa, Adelino Caldeira e Fernando Gomes.

Na sequência do mesmo caso o Benfica acabou por mover uma ação direta contra o FC Porto, num processo cível em que exigia uma indemnização de 17,7 milhões de euros. Os dragões foram condenados ao pagamento de dois milhões de euros, mas o processo foi para recurso.

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