Corrupção nos portos: PJ detém quatro suspeitos e apreende meio milhão de euros em notas, uma dezena de carros e várias armas
Mais de 300 mil euros em casa de funcionário e toneladas de cocaína em portos: megaoperação da PJ em Lisboa, Setúbal e Sines
Portugal é porta de entrada no tráfico de droga para a Europa
Primeiro Comando da Capital: polícia brasileira diz que há 100 elementos desta rede criminosa em Portugal
Dois dos detidos são funcionários da Autoridade Tributária, mas há mais entre os arguidos
A Polícia Judiciária anunciou esta terça-feira a detenção de quatro pessoas na sequência de uma grande operação de combate à corrupção que visa funcionários das alfândegas em alguns dos principais portos marítimos do país, como a CNN Portugal noticiou em primeira mão.
Os detidos, dois deles funcionários da Autoridade Tributária (AT), apurou a Lusa, são suspeitos de "beneficiarem organizações criminosas dedicadas à exportação de elevadas quantidades de cocaína a partir da América Latina, e que utilizam os portos marítimos nacionais como porta de entrada de produtos estupefacientes na Europa".
Além das detenção "foram (...) apreendidos mais de meio milhão de euros em numerário, 10 viaturas e cinco armas de fogo e outras", refere também a PJ em comunicado enviado às redações..
A Polícia Judiciária efetuou, na manhã desta terça-feira, uma grande operação de combate à corrupção que visa funcionários das alfândegas em alguns dos principais portos marítimos do país.
A investigação centra-se em portos como Lisboa, Setúbal e Sines, que estão sob suspeita de por ali deixarem entrar há vários anos largas toneladas de cocaína em carregamentos da América do Sul com destino à Europa. Estes funcionários estarão subornados e às ordens de poderosas associações criminosas internacionais, como o Primeiro Comando da Capital, do Brasil; ou cartéis colombianos.
Em causa estão funcionários da Autoridade Tributária com o poder de definirem quais os contentores a fiscalizar e quais devem deixar sair dos portos por via terrestre, em camiões, sem qualquer incómodo por parte das autoridades do Estado.
