Rendeiro: PS responde a Rio e diz que "falta sentido de Estado" ao líder do PSD

Agência Lusa , CM
12 dez 2021, 15:46
Porfírio Silva
Porfírio Silva

Socialistas fala em "inversão de valores" por parte do presidente do maior partido da oposição

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O Partido Socialista já reagiu às afirmações de Rui Rio, que sugeriu este domingo que a realização de eleições legislativas a 30 de janeiro influenciou a detenção do ex-banqueiro João Rendeiro, sábado, em Durban, na África do Sul.

O dirigente socialista Porfírio Silva diz que há “falta de sentido de Estado” na sugestão do presidente do PSD.

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“Rui Rio está irritado com a PJ por causa de João Rendeiro?! A PJ devia estar condicionada por estarmos em período pré-eleitoral?! Parece-me que anda aí uma estranha inversão de valores. Ou falta de sentido de Estado”, escreveu na rede social Twitter Porfírio Silva, membro do Secretariado Nacional e da Comissão Permanente do PS e vice-presidente do grupo parlamentar socialista.

 

Rui Rio sugeriu hoje, também através do Twitter, que a realização de eleições legislativas em 30 de janeiro influenciou a detenção de João Rendeiro.

“O diretor da PJ deu uma conferência de imprensa de manhã. Depois esteve na RTP às 13h, na CMTV às 17h, na CNN às 19h e, exibindo o seu dom da ubiquidade, conseguiu estar às 20h, ao mesmo tempo, na SIC e na TVI. Pelos vistos, o azar de João Rendeiro foi haver eleições em janeiro”, escreveu.

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A posição do líder social-democrata diverge dos elogios que foram feitos à Polícia Judiciária ao longo do espectro político-partidário, pelo primeiro-ministro, António Costa, pela ministra da Justiça, Francisca van Dunem, pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, pela coordenadora do BE, Catarina Martins, pela direção do Chega e pelo presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo.

Francisca van Dunem disse que a PJ "cumpriu exemplarmente a sua missão", enquanto António Costa sublinhou que "aquilo que competia ao Estado Português fazer nesta circunstância foi feito.

Em conferência de imprensa no sábado, o diretor nacional da PJ, Luís Neves, revelou que João Rendeiro foi detido às 07:00 na África do Sul, onde chegou no dia 18 de setembro, adiantando que o ex-banqueiro reagiu com surpresa à detenção.

 

 

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