E se fosse possível ressuscitar órgãos? Uma equipa norte-americana conseguiu fazê-lo em porcos

3 ago, 21:22
Porcos (Getty Images)

O coração, fígado, rins, e algumas funções dos órgãos foram restauradas horas depois da morte dos animais

É uma espécie de ressuscitação. Na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, uma equipa de cientistas desenvolveu uma tecnologia inovadora que permite proteger as células, restaurando várias funções do organismo.

A tecnologia foi testada em porcos, cujos órgãos, após a morte, voltaram a ter vitalidade. O coração, fígado, rins, e algumas funções dos órgãos foram restaurados horas depois da morte dos animais. A circulação em todo o corpo também foi retomada.

Esta tecnologia pode revelar-se uma grande ajuda no prolongamento da saúde dos órgãos humanos, bem como na expansão da disponibilidade de órgãos doadores.

Citado pelo La Vanguardia, David Andrijevic, um dos autores do estudo afirma que “todas as células não morrem imediatamente, e há uma série de eventos mais prolongados”. "É um processo no qual se pode intervir, parar e restaurar alguma função celular."

De notar que a pesquisa baseia-se num projeto anterior, onde foi possível restaurar a circulação e certas funções celulares do cérebro de um porco morto através da tecnologia BrainEx.

Publicado em 2019, o estudo foi liderado pelo laboratório de Nenad Sestan, de Yale, professor de neurociência Harvey e Kate Cushing e professor de medicina, genética e psiquiatria.

"Se pudéssemos restaurar certas funções celulares no cérebro morto, órgão conhecido por ser o mais suscetível à isquemia, imaginamos que algo semelhante também poderia ser alcançado em outros órgãos vitais para transplante." , aponta.

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