Ucrânia: presidente polaco apoia Kiev e reitera oposição a gasoduto Nord Stream 2

Agência Lusa , DCT
21 jan, 21:19
O Presidente polaco, Andrzej Duda, com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O presidente ucraniano publicou nas suas redes sociais algumas mensagens dizendo-se "grato à nação polaca"

O residente polaco, Andrzej Duda, manifestou esta sexta-feira o apoio do seu país à Ucrânia contra a Rússia e a sua oposição ao gasoduto Nord Stream 2, após uma reunião com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O presidente ucraniano publicou nas suas redes sociais algumas mensagens dizendo-se "grato à nação polaca e a Andrzej Duda pelo seu apoio à integridade territorial, soberania e integração euro-atlântica da Ucrânia".

"Este apoio é especialmente importante nestes tempos difíceis. Estou feliz por estarmos a trabalhar juntos para enfrentar os desafios de segurança na região", acrescentou Zelensky.

Por seu lado, o porta-voz do presidente da Polónia, Jakub Kumoch, afirmou que "a Ucrânia pode contar com o apoio polaco" na situação atual com a Rússia e sublinhou que "a segurança da Ucrânia também faz parte" da segurança da Polónia.

"A posição de ambos os países no Nord Stream 2 é óbvia e a mesma", disse o porta-voz polaco, e enfatizou que "ninguém na Polónia e na Ucrânia defende o projeto".

Na quarta-feira, o primeiro-ministro polaco Mateusz Morawiecki voltou a criticar o gasoduto Nord Stream 2, que transportará gás russo para a Europa Ocidental sem passar pela Ucrânia, e é controlado pela gigante russa Gazprom, chamando-o de "ferramenta de chantagem de Moscovo".

O porta-voz Jakub Kumoch disse hoje que, se a Rússia continuar com a atitude ameaçadora, "deve estar ciente de que pagará um preço muito alto" e se vier a atacar a Ucrânia "sofrerá vítimas nas suas fileiras, algo que nem toda a opinião pública na Rússia aceitaria".

De acordo com o Ministério da Defesa polaco, há cerca de 130.000 soldados russos estacionados na zona de fronteira com a Ucrânia.

A Rússia exige à NATO a garantia de que a Ucrânia não será integrada na Aliança Atlântica e queixou-se de uma "atividade agressiva" do bloco no 'flanco oriental', que descreveu como "inaceitável".

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