"A Polónia deve estar em primeiro lugar na fila para a desnazificação depois da Ucrânia", sugere aliado de Putin

14 mai, 13:17
Moscovo (EPA)

Oleg Morozov quer que a Polónia seja o próximo alvo da desnazificação da Rússia

Um deputado da câmara baixa do parlamento russo (Duma) e um dos principais membros do partido político de Vladimir Putin, o Rússia Unida, sugeriu que a Rússia olhe para a Polónia após a Ucrânia na sua intenção de "desnazificação".

"A Polónia deve estar em primeiro lugar na fila para a desnazificação depois da Ucrânia", disse Oleg Morozov, numa mensagem publicada no Telegram.

Esta foi uma reação do aliado de Putin a um texto do primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, no qual este dizia que o mundo precisava de uma "desputinização" e que a atual ideologia que norteia o Kremlin é um "cancro". O deputado russo não justificou, contudo, porque é que acredita que a Polónia precisa de "desnazificação", mas estas declarações podem aumentar ainda mais as tensões entre a Rússia e a Europa.

Importa referir também que a Polónia é uma das 30 nações membros da NATO, o que significa que qualquer tentativa russa de atingir o país pode desencadear uma escalada com a aliança militar.

Até ao momento, Vladimir Putin não deu nenhuma indicação definitiva sobre se pretende focar-se na Polónia no futuro, mas o vice-chanceler polaco, Pawel Jablonski, disse durante uma entrevista à Al Jazeera - publicada no final de março - que é uma "certeza absoluta" que Putin gostaria de atacar a Polónia.

"Ao mesmo tempo, também temos certeza de que [Putin] não fará isso agora porque está muito ocupado com o que está a acontecer na Ucrânia", acrescentou Jablonski.

Esta não é a primeira vez que Morozov aponta para a NATO

No mês passado, depois de o primeiro-ministro eslovaco, Eduard Heger, ter confirmado que a Eslováquia tinha doado um sistema de defesa aérea S-300 à Ucrânia, Morozov disse à televisão estatal russa que "temos de fazer o Ocidente entender que eles não têm hipótese de vencer esta guerra."

Ora, a Eslováquia é um país da NATO e um dos vários países membros que forneceram armas e outros recursos à Ucrânia desde o início da guerra.

"Estou certo de que num futuro muito próximo veremos operações especiais, tanto das nossas forças aéreas quanto das nossas unidades especiais, para destruir carregamentos de armas dos países da NATO", disse Morozov.

"Começou uma guerra total", declarou o deputado. 

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