CDS-PP: Nuno Melo promete combater direção mas vai fazer campanha e votar no partido

20 nov, 19:58
Nuno Melo candidata-se à liderança do CDS-PP
Nuno Melo candidata-se à liderança do CDS-PP

O centrista apelou aos militantes para não desistirem do partido, advertindo: “Se desistirem estão a desistir do CDS-PP e para o CDS poder mudar temos de ficar”

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O eurodeputado centrista Nuno Melo, que desafiou Francisco Rodrigues dos Santos na liderança do CDS-PP, prometeu combater a atual direção quando acontecer o próximo congresso, mas anunciou que vai fazer campanha nas próximas legislativas.

“Com congresso ou sem congresso, estarei na campanha para as eleições legislativas, na rua, a lutar pelo CDS-PP e nas urnas a votar no CDS-PP”, disse Nuno Melo, num comício em Oiã, no concelho de Oliveira do Bairro, liderado pelos democratas-cristãos, distrito de Aveiro.

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Com cerca de 300 pessoas na plateia, vindas de vários pontos do país, o eurodeputado garantiu que quando se realizar o congresso do CDS-PP lá estará para “tirar o partido do chão e voltar a torná-lo relevante na democracia portuguesa”.

O centrista apelou aos militantes para não desistirem do partido, advertindo: “Se desistirem estão a desistir do CDS-PP e para o CDS poder mudar temos de ficar”.

Discursando com a imagem da bandeira nacional como tela de fundo, Nuno Melo acusou a atual direção de ter um problema de mensagem e de se entreter com “jogos de secretaria”, pelo que o país “não sabe o que o CDS-PP quer” relativamente aos problemas que afetam os portugueses.

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“O país sabe que esta direção não quis um congresso, mas infelizmente não sabe o que quer para a educação, para a saúde, para economia, da segurança. Então vão votar no CDS para quê”, questionou.

Bastante aplaudido, Nuno Melo disse que não vai desistir de um congresso e lamentou que ainda não tenha resposta à impugnação da decisão da Comissão Política Nacional de desmarcar a reunião magna inicialmente agendada para o próximo fim de semana.

“Apresentei uma impugnação urgente há várias semanas, porque estava em causa a realização de um congresso, e, até este sábado, só obtive silêncio, nem uma única comunicação do presidente do Conselho Nacional de Jurisdição (CNJ), que votou vencido na decisão prévia”, frisou.

Dirigindo-se ao presidente do CNJ, Alberto Coelho, o advogado e militante centrista salientou que tem “direito a uma decisão em tempo útil, seja favorável ou desfavorável, o contrário chama-se denegação de justiça e isso num partido democrático como o CDS é impensável”.

Para Nuno Melo, o partido sofre de um problema de legitimidade, “que é muito sério, em que o CDS-PP será o único partido democrático que vai a eleições legislativas com um líder fora de mandato, sem uma moção de estratégia aprovada e sem congresso”.

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“Até do ponto de vista programático, o congresso tem de acontecer. Temos uma moção que não fala de eleições legislativas”, enfatizou o eurodeputado centrista, que no seu discurso elogiou o trabalho do grupo parlamentar e a deputada Cecília Meireles, que abandonou o Parlamento, que foi brindada de pé com uma salva de palmas.

Nuno Melo prometeu ainda, se ganhar o próximo congresso, “bater à porta dos militantes que saíram e fazem falta” para que regressem ao CDS-PP, concluindo: “pois só somando é que crescemos”.

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