Catarina Martins diz que protestos são normais porque Governo não quis mudar leis laborais

20 nov, 16:39
Manifestação nacional da CGTP leva milhares à rua
Manifestação nacional da CGTP leva milhares à rua

A líder bloquista, Catarina Martins, participa esta tarde na manifestação em Lisboa convocada pela CGTP para exigir melhores condições laborais e que junta milhares de pessoas que vieram de todas as partes do país

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A coordenadora do BE criticou este sábado que o Governo não tenha mudado “as regras do jogo” da legislação laboral para que os salários sejam dignos em Portugal, considerando por isso normal que as pessoas saiam à rua para protestar.

A líder bloquista, Catarina Martins, participa esta tarde na manifestação em Lisboa convocada pela CGTP para exigir melhores condições laborais e que junta milhares de pessoas que vieram de todas as partes do país, tendo falado aos jornalistas no arranque da concentração, junto ao Marquês de Pombal.

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Questionada sobre se considerava que esta manifestação era um cartão amarelo ao Governo de António Costa, Catarina Martins respondeu que é “seguramente a mostra do descontentamento por não terem sido dados os passos necessários para recuperar salários”, o que “está ao alcance” de Portugal.

“Está nas mãos do poder político em Portugal alterar as regras do jogo para que os salários sejam dignos e o Governo não o quis fazer até agora e é normal que as pessoas saiam e saiam para protestar, saiam para exigir futuro. Futuro para si, futuro para o país”, afirmou.

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Na perspetiva da líder do BE, “não há nenhuma razão” para não se repor o pagamento das horas extra ou das compensações por despedimento, nem sequer “para não combater a precariedade de uma forma decidida” ou “para não respeitar os trabalhadores por turnos ou o 'outsourcing'”.

“Se há uma coisa que Portugal sabe é que a direita não é resposta para o problema dos salários baixos, a direita não é resposta para o problema da precariedade. Não. A direita fez as regras que baixam os salários em Portugal, que aprofundam a precariedade em Portugal e é por isso que a direita neste momento não é solução para nada e não é com a direita que se debatem as soluções para o problema do país”, defendeu.

Para Catarina Martins, aquilo que é preciso é “uma resposta forte”, pedindo que das eleições antecipadas de 30 de janeiro saia uma “esquerda mais forte para tirar a troika das relações laborais”.

“Se a esquerda desistir dos salários, desistir de salários dignos está a desistir do país e isso não pode fazer de maneira nenhuma”, avisou.

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Questionada sobre a disponibilidade para um novo entendimento com o PS a seguir às eleições legislativas, a coordenadora do BE afirmou que o partido se apresenta às urnas também com a reivindicação “que haja força à esquerda para que se alterem as leis do trabalho e para que os salários possam evoluir em Portugal”.

“Portugal paga na conta do supermercado o mesmo que se paga na Alemanha, paga mais na energia do que em muitos países da Europa, mas depois, quando olhamos, para os salários, as pessoas ganham muito menos e é isso que não está bem e é isso que tem de ser mudado e é para isso que é preciso força à esquerda e é isso que se discute à esquerda porque a direita, já sabemos, só quer cortes”, reiterou.

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