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Quatro dos polícias suspeitos de tortura na esquadra do Rato ficam em prisão preventiva. Outros dois suspensos de funções

11 mai, 10:12
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Os restantes oito agentes da PSP detidos na operação de terça-feira saíram em liberdade com Termo de Identidade e Residência

Quatro dos polícias suspeitos de tortura na esquadra do Rato ficaram, esta quarta-feira, em prisão preventiva, embora a juíza responsável tenha pedido relatórios sociais, o que indicia que estes agentes poderão passar para prisão domiciliária. Ao que a CNN Portugal apurou, outros dois agentes foram suspensos de funções e proibidos de contactar os ofendidos. Os restantes oito detidos foram libertados com Termo de Identidade e Residência.

No total, foram detidos 15 polícias e um civil, segurança de um espaço noturno, mas um dos polícias foi libertado logo após a detenção, que aconteceu na terça-feira, enquanto o civil foi libertado na quinta-feira, depois de o tribunal de instrução ter aceitado o pedido de habeas corpus por detenção ilegal.

Dos 15 polícias detidos, 14 são suspeitos de 19 crimes de tortura, além de outros que incluem ofensas à integridade física, abuso de poder e falsificação de documento em nove casos apontados pelo Ministério Público, de acordo com fonte próxima do processo.

Um dos polícias não terá participado nas agressões, sendo suspeito dos crimes de tortura, abuso de poder e ofensas à integridade física por omissão, uma vez que terá assistido às agressões, e outro polícia é suspeito dos crimes de ofensas à integridade física, falsificação de documento, furto e violação de correspondência.

Com a detenção de 15 polícias - 13 agentes e dois chefes -, aumentou para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto, numa investigação denunciada pela PSP.

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