Prisão preventiva para dois fuzileiros suspeitos de homicídio de polícia
Fábio Guerra, o jovem polícia de 26 anos que morreu após ser espancado por fuzileiros em Lisboa
PSP homenageia agente assassinado em cerimónia silenciosa
Marcelo na homenagem ao agente da PSP Fábio Guerra. Funeral realiza-se na quinta-feira
Centenas reúnem-se na Covilhã para o velório de Fábio Guerra esta quarta-feira
Morte na PSP: quem era Fábio Guerra, o jovem agente da Covilhã?
O juiz considerou haver os perigos de perturbação do inquérito pelo condicionar de testemunhas e de causar alarme social.
O juiz Carlos Alexandre decretou prisão preventiva para os dois fuzileiros suspeitos de terem matado o agente Fábio Guerra, da PSP, na madrugada de sábado junto à discoteca MOME, em Lisboa. Considera que estão reunidos pressupostos como perturbação do inquérito pelo condicionar de testemunhas e alarme social.
Vão ficar no estabelecimento prisional de Tomar a aguardar pela acusação do Ministério Público. A procuradora Felismina Carvalho Franco, que conduz a investigação, indiciou-os, em coautoria, por um crime de homicídio qualificado e três de ofensas à integridade física. Carlos Alexandre, apurou a CNN Portugal/TVI, concordou e manteve a indiciação no seu despacho.
A Polícia Judiciária está neste momento à procura de um terceiro homem suspeito de ter participado no homicídio do agente Fábio Guerra, que se encontra em fuga.
Trata-se do filho de um homem que, em dezembro de 2020, foi morto pela GNR quando reagiu a tiro a um mandado de detenção, em Fernão Ferro, Seixal. Na tarde desta quarta-feira, a PSP realizou uma homenagem silenciosa ao agente assassinado.
Entretanto, a PJ libertou um outro homem que tinha sido detido: estava no local do crime, e poderá ter participado em agressões, mas não naquelas que acabaram por vítimar um agente da PSP quando tentava travar a confusão.
A ministra da Administração Interna ordenou, entretanto, a abertura de um inquérito para apurar os factos relativos à morte do agente Fábio Guerra.
