Ministro da Administração Interna diz que teve de recorrer àquela unidade especial da polícia devido à falta de meios para vigiar a capital
O ministro da Administração Interna justificou o recurso ao Corpo de Intervenção para patrulhar Lisboa com a falta de meios, defendendo que a mistura de polícias na rua dá "uma imagem da presença do Estado no território".
"O problema é de todos conhecido e reconhecido: falta de meios. (...) Sendo um problema, nós temos de utilizar os meios todos que temos para podermos cumprir a nossa missão", sustentou Luís Neves, agradecendo aos elementos do Corpo de Intervenção "terem abraçado" uma missão que não é aquela para que este foi criado.
Questionado em Belas, Sintra, à margem do 18.º aniversário da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP sobre se tal não poderá afetar a imagem de Lisboa aos olhos dos turistas, o governante lembrou que tal já acontece noutras capitais europeias.
"As populações querem ver (...) polícias na rua, e os polícias na rua - quer os de proximidade, do giro, no dia a dia, quer os do Corpo da Intervenção -, fazendo esta mescla dão uma imagem de presença do Estado no território, junto das populações", afirmou.
Segundo o site oficial da PSP, o Corpo de Intervenção é uma das cinco subunidades que dão forma à UEP e "é especializado em ações de manutenção e reposição da ordem pública, sobretudo quando esta é gravemente alterada".
