Nove detidos por esquema que angariava contas bancárias para fraudes a empresas

Agência Lusa , AM
4 fev, 10:27
Polícia Judiciária (Getty Images)

Estima-se que o prejuízo das empresas ascenda a mais de 250 mil euros

Nove pessoas foram detidas por branqueamento, burla e extorsão, numa operação para desmantelar uma organização que angariava pessoas que cediam as contas bancárias para fraudes a empresas, esquema que resultou num prejuízo superior a 250 mil euros.

Segundo a PJ, a operação “Guita Fácil” envolveu 16 buscas domiciliárias, sem especificar os locais, e foi desencadeada na terça-feira, pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica.

A organização criminosa é responsável pela prática de crimes de branqueamento de capitais, burla qualificada, falsidade informática e extorsão.

Os nove detidos, com idades compreendidas entre os 21 e os 26 anos, angariaram, entre agosto e setembro de 2024, várias pessoas que cediam as suas contas bancárias para o recebimento de valores provenientes de burlas, mediante contrapartidas.

As empresas lesadas, sediadas no estrangeiro, eram contactadas por supostos fornecedores, através de endereços de correio eletrónico adulterados e idênticos aos dos reais fornecedores, que solicitavam o pagamento de faturas em dívida para contas bancárias domiciliadas em Portugal e angariadas pelos suspeitos.

Até à data, segundo a PJ, estima-se que o prejuízo das empresas ascenda a mais de 250 mil euros.

No âmbito desta investigação, a PJ apurou ainda que os suspeitos constrangeram um dos ofendidos a entregar-lhes valores monetários e outros bens sob ameaça de violência física.

Na sequência desta operação, a PJ apela às pessoas para que nunca cedam as contas bancárias a terceiros, pois podem ser responsabilizadas criminalmente por crimes como branqueamento de capitais.

Avisa ainda que as “propostas de trabalho fácil” que envolvem o recebimento e dissipação de valores podem ser esquemas criminosos e aconselha quem for abordado com este tipo de propostas a denunciar o caso.

O branqueamento de capitais é um crime grave, punível com pena de prisão até 12 anos.

Quanto às empresas, a PJ alerta para que confirmem sempre via telefone qualquer alteração de dados bancários comunicados por e-mail e sensibilizem todos os trabalhadores para este tipo de fraude.

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