"Incognita". Funcionária judicial partilhava dados e imagens de crimes violentos no Discord

CNN Portugal , MJC
15 jul, 15:56
Vários funcionários de renome da área da IA decidiram desistir, com alguns a alertar explicitamente que as empresas para as quais trabalhavam estão a avançar demasiado depressa e a minimizar as falhas da tecnologia
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A mulher de 28 anos foi detida pela Polícia Judiciária

Uma funcionária judicial de 28 anos foi detida "fortemente indiciada" pela prática dos crimes de abuso de poder, violação de segredo por funcionário, violação de segredo de justiça, acesso ilegítimo, acesso indevido e desvio de dados, informou esta quarta-feira a Polícia Judiciária.

A detida exercia funções como Técnica de Justiça Auxiliar.

A Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica explicou que a investigação, no âmbito da operação "Oráculo", começou a partir de uma denúncia anónima, remetida ao Ministério Público, em outubro de 2025, informando "a utilização, pela suspeita, de bases de dados institucionais e a sistemas de informação restritos da Justiça para pesquisar e divulgar, de forma reiterada, informação pessoal e processual de natureza reservada". 

Segundo a PJ, "a partilha era realizada com recurso à plataforma Discord, através de servidores fechados (onde se reúnem comunidades virtuais), sob o nome de utilizador Incognita, onde procedia à divulgação de dados pessoais de cidadãos, imagens de vítimas de criminalidade violenta e peças processuais extraídas de processos judiciais".

A detida será presente às autoridades judiciárias competentes, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação. O inquérito é titulado pelo DIAP de Almada.

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