Detido em Santarém homem suspeito de tráfico de droga e branqueamento

Agência Lusa , AM
26 nov, 11:19
Polícia Judiciária (Getty Images)

No total, foram feitas 13 buscas, onde foram apreendidas três viaturas de gama alta, uma viatura de mercadorias, dois motociclos, três localizadores GPS, três equipamentos de comunicação e um relógio de elevado valor

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, em Santarém, um homem de 41 anos suspeito de tráfico de estupefacientes e branqueamento de capitais, no âmbito de uma investigação que decorre desde janeiro e que envolve uma organização criminosa com atuação transnacional.

Em comunicado, a PJ, refere que a detenção, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, ocorreu no âmbito de uma investigação iniciada em janeiro deste ano, com vista a desmantelar uma rede com “elevados meios técnicos” e que atua com recurso a “manobras de contra vigilância e monitorização das autoridades”.

Segundo a polícia, esta organização é responsável por operações com impacto direto "na saúde pública e na segurança das comunidades", potenciando outras práticas ilícitas, como crimes “contra a propriedade e contra pessoas, além do crime de branqueamento, cujo objetivo é a dissimulação dos proventos obtidos de forma ilícita”, lê-se no comunicado divulgado esta quarta-feira.

No total, foram feitas 13 buscas, onde foram apreendidas três viaturas de gama alta, uma viatura de mercadorias, dois motociclos, três localizadores GPS, três equipamentos de comunicação e um relógio de elevado valor.

Segundo a PJ, a investigação já tinha levado, em abril, à apreensão de 320 quilogramas de folhas de canábis, acondicionadas em vácuo e escondidas na carga de um camião que seguia para o norte da Europa. Nessa altura, foi também apreendido o veículo pesado.

Ainda segundo a nota, “o detido foi presente à autoridade judiciária competente”, que lhe aplicou a medida de coação mais gravosa de prisão preventiva.

A Polícia Judiciária sublinha que esta operação se insere no combate ao crime organizado, que “gera alarme social, violência e afeta de forma negativa a saúde e bem-estar da comunidade”, sendo considerado prioritário pela investigação criminal.

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