REVISTA DE IMPRENSA || O risco de pobreza e exclusão social abrange 1,9 milhões de pessoas, 18,6% da população, revelando fragilidades que vão além do rendimento
A taxa de pobreza em Portugal atingiu o valor mais baixo desde que há registos anuais, com mais de 100 mil pessoas a sair desta condição. De acordo com o Público, os novos dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento mostram que 15,4% da população vive abaixo do limiar de 8679 euros anuais, menos 1,2 pontos percentuais do que no ano anterior. No total, 1,66 milhões de pessoas continuam em risco, mas o avanço reflete melhorias relevantes entre os idosos, impulsionadas pelo aumento das pensões, e entre trabalhadores com salário mínimo.
Apesar destes sinais positivos, persistem zonas de alerta. As famílias com crianças enfrentam maiores dificuldades e os agregados monoparentais registaram um agravamento expressivo, passando de 31% para 35,1%. A evolução levanta dúvidas sobre se o modelo de apoios sociais atende às necessidades específicas destes núcleos familiares.
Outra preocupação centra-se no impacto da habitação, porque mesmo quem está acima da linha de pobreza pode enfrentar sérias limitações após pagar rendas elevadas, o que não é captado pelos indicadores atuais.
O risco de pobreza e exclusão social abrange 1,9 milhões de pessoas, 18,6% da população, revelando fragilidades que vão além do rendimento.