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Hospitais sobem nível de alerta para enfrentar calor dos próximos dias

27 mai, 18:26
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Direção Executiva comunicou às Unidades Locais de Saúde que foi acionado o nível de risco amarelo para se enfrentar as temperaturas que em algumas zonas podem ultrapassar os 35ºC e aumentar a "procura de cuidados" nas urgências

Os hospitais e centros de saúde ativaram os planos de contingência para enfrentar os dias de calor que se esperam nos próximos dias. Perante as previsões meteorológicas, a Direção-Executiva (DE) do SNS informou nesta terça-feira à noite, dia 26 de maio, todas as unidades de saúde que tinham de ativar o "nível de risco 1 - amarelo, a nível nacional". Este nível de alerta visa dar meios aos hospitais para lidarem com um aumento de procura dos serviços de urgências.

Num documento enviado às Unidades Locais de Saúde (ULS), a DE e a Direção-geral da Saúde (DGS) explicam que "estão previstas temperaturas acima do normal para esta época do ano, principalmente no interior e na região sul com valores superiores a 35ºC, até ao dia 31 de maio de 2026" e comunicam que foi acionado o primeiro nível de alerta do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde. 

Modelo aprovado em março

O acionamento do plano surge depois de o Governo ter aprovado um "modelo nacional de planeamento, implementação, monitorização e avaliação da resposta sazonal em saúde " que define as medidas a aplicar no Serviço Nacional de Saúde em várias situações de risco.

O plano foi aprovado em março e publicado numa portaria, onde ficou definido que "o nível de risco nacional é determinado pela DGS e pela DE-SNS no âmbito do Plano Nacional, com base na avaliação integrada dos indicadores epidemiológicos, meteorológicos e de procura de cuidados de saúde".

Segundo este plano, há quatro níveis de risco. O nível zero que "correspondente a situações de risco baixo, sem evidência de impacto na saúde da população e na capacidade de resposta dos serviços de saúde, que implicam sobretudo medidas de monitorização, planeamento e preparação".

O nível 1 ou amarelo que exige uma "vigilância reforçada”. Este nível, de acordo com o plano, “correspondente a situações de evento climático extremo provável e com potencial impacto moderado na saúde da população ou na procura de cuidados de saúde, especialmente em grupos vulneráveis, que implicam o reforço da vigilância, da comunicação de risco e da prontidão operacional dos serviços”. O documento explica que este grau de alerta pode ainda “determinar ajustes na organização interna dos serviços”.

Surge depois o nível 2 ou laranja que obriga a uma "resposta reforçada, correspondente a situações de risco elevado para a saúde da população, com impacto significativo na procura de cuidados por grupos populacionais ou no funcionamento dos serviços de saúde”. Neste caso, serão ativadas “medidas extraordinárias de coordenação, mobilização de recursos e resposta assistencial, incluindo, quando necessário, o adiamento de cuidados não urgentes"

Já o último grau, ou seja, o nível 3 ou vermelho prevê uma situação de "emergência”. E corresponde “a situações de catástrofe ou de evento extremo grave e com impacto elevado na saúde de toda a população ou disrupção significativa do sistema de saúde, que implica a ativação de mecanismos de coordenação de crise e de resposta de emergência em articulação com a proteção civil".

Neste caso que está relacionado com o calor esperado nos próximos dias, os hospitais subiram assim um nível de alerta. A DE e a DGS avisaram ainda as ULS que estão a acompanhar toda a "situação meteorológica e o seu impacto na saúde" e garantiram que estão a reforçar "medidas do em conjunto com "as estruturas regionais e locais".

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