Pinto da Costa suspeito de lavar milhões desviados do FC Porto em casas de luxo do chefe da claque
Fernando Madureira poderá ter sido um dos testas de ferro para esconder os fundos milionários
O Ministério Público acredita que Fernando Madureira, ex-líder dos Super Dragões, foi um dos testas de ferro a quem Pinto da Costa recorreu ao longo da última década para esconder a origem de fundos milionários desviados de forma ilícita da esfera do FC Porto. De resto, a CNN Portugal sabe que um relatório da Autoridade Tributária se refere ao ex-presidente do clube como o verdadeiro dono do património imobiliário do casal Fernando e Sandra Madureira. Em causa, branqueamento de capitais por exemplo na construção de uma luxuosa moradia com piscina na zona do Canidelo, Gaia, por parte do chefe da claque azul e branca.
A investigação da operação Prolongamento, assente em meios de prova como longos períodos de escutas telefónicas a vários protagonistas do universo do FC Porto, aponta para um pacto secreto entre Pinto da Costa e Madureira, que se mantém até hoje: o chefe dos Super Dragões, atualmente em prisão preventiva à espera de julgamento por causa dos incidentes na assembleia geral do clube, nunca perdeu o apoio público do “amigo” Pinto da Costa, que o visitou na prisão.
A CNN sabe que, no processo, há inclusive escutas entre o casal Madureira em que Sandra avisa o marido de que, para fazer face a pagamentos faseados ao empreiteiro de uma obra, é preciso pedir dinheiro ao verdadeiro dono da casa, depreendendo a equipa do inspetor Paulo Silva, da Autoridade Tributária de Braga, que se referiam a Pinto da Costa.
Madureira é um dos alegados testas de ferro citados no processo, mas há outros – como o empresário de futebol Pedro Pinho, titular de uma conta bancária no banco Carregosa cujo verdadeiro beneficiário seria Pinto da Costa, segundo a investigação.
Por aquela conta terão passado parte de 40 milhões de euros alegadamente desviados da SAD do FC Porto referentes a comissões por transferências de jogadores e negócios de direitos de transmissão televisiva de jogos do clube. Dessa conta, como já foi noticiado, saiu dinheiro para a oferta de carros a mulheres com quem Pinto da Costa se relacionava e até para o pagamento a uma bruxa de Matosinhos que fazia previsões sobre futuros resultados da equipa do FC Porto.
Pedro Pinho tornou-se próximo de Pinto da Costa por ser amigo e sócio do seu filho Alexandre – juntos fundaram a Energy Soccer, empresa de agenciamento de jogadores e comissionista de transferências.
