Alemão suspeito de matar dois homens por causa de um terreno detido pela PJ

20 set, 13:14
Polícia Judiciária

As vítimas estão desaparecidas e tudo terá começado por terem mostrado interesse em comprar um terreno contíguo ao do suspeito. Tudo aconteceu na Ilha do Pico, nos Açores

Um homem foi detido pela Polícia Judiciária, por suspeita de um duplo homicídio, na Ilha do Pico, Açores. A TVI/CNN Portugal sabe que o detido é de nacionalidade alemã e que tudo terá começado após as vítimas terem mostrado interesse em comprar um terreno contíguo ao do suspeito.

Os dois homens estão dados como desaparecidos e, até ao momento, segundo apurou a TVI/CNN Portugal, os seus corpos não foram encontrados.

A informação foi também confirmada pela Polícia Judiciária, através de um comunicado enviado aos órgãos de comunicação social. Neste documento, explicam que procederam “à identificação e detenção de um homem, por fortes indícios da prática dos crimes de homicídio, profanação de cadáver e detenção de arma proibida”. 

As autoridades esclarecem que “a investigação teve início no domingo, dia 11 do corrente mês de setembro, após a comunicação do desaparecimento de dois homens, com 74 e 65 anos de idade, ambos residentes na Ilha do Pico” e que contaram “com a colaboração da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia Marítima”.

“Nas diligências realizadas foram recolhidos indícios de que os dois homens desaparecidos terão sido vítimas de crimes de homicídio, com subsequente ocultação dos cadáveres, recaindo as suspeitas sobre um indivíduo de nacionalidade estrangeira, residente nas imediações do local, onde o veículo utilizado pelas vítimas se encontrava estacionado”, acrescentam.

Por fim, concluem enumerando o material apreendido em casa do suspeito: “Duas armas de fogo legalizadas, para além de diversas armas em situação irregular, nomeadamente, um ‘boxer’ com lâmina acoplada, diversos punhais e um silenciador, compatível com arma de fogo”.

O detido, com 60 anos de idade, foi presente às autoridades judiciárias competentes, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva. Mas a investigação irá prosseguir.
 

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