Ativistas do clima colam-se a pintura de Picasso

CNN , Angus Watson e Alex Stambaugh*
10 out 2022, 19:00
Ativistas colam-se à cobertura de vidro da obra de Picasso “Massacre na Coreia”, ao lado de uma faixa onde se lê “Caos Climático = Guerra e Fome”

Dois ativistas do clima, que fazem parte do movimento Extinction Rebellion, foram presos no domingo depois de se colarem a uma pintura de Picasso na National Gallery of Victoria em Melbourne, Austrália.

Os ativistas colaram-se à cobertura de vidro da obra de Picasso “Massacre na Coreia”, ao lado de uma faixa onde se lia “Caos Climático = Guerra e Fome”, chamando a atenção para a relação entre a rutura climática e o sofrimento humano, afirmou a organização no Twitter.

“Se continuarmos a agir da mesma forma, enfrentaremos o colapso de tudo o que nos traz segurança, conduzindo ao conflito”, disse o grupo de ativistas, citando o naturalista e apresentador de televisão David Attenborough.

A polícia de Vitória crê que os manifestantes entraram no primeiro piso da galeria antes de um homem e uma mulher se colarem à proteção de vidro por volta das 12:40, hora local.

Uma mulher de 49 anos do Estado de Nova Gales do Sul e um homem de 59 anos dos subúrbios de Melbourne foram retirados do quadro pouco depois das 14:00.

Foram os dois presos, juntamente com outro homem de 49 anos, segundo a polícia.

O movimento Extinction Rebellion informou que nenhuma obra de arte ficou prejudicada neste incidente.

As alterações climáticas estão em curso e vão transformar a vida na Terra tal como a conhecemos, e a menos que o aquecimento global seja drasticamente retardado, milhares de milhões de pessoas e outras espécies irão chegar a um ponto em que já não se vão conseguir adaptar ao novo normal, de acordo com um dos relatórios mais importantes apoiado pela ONU que foi divulgado este ano.

Com base em anos de investigação por centenas de cientistas, o relatório concluiu que os impactos das alterações climáticas causadas pelo homem são maiores do que se pensava anteriormente, com os autores do relatório a avisar que estes impactos estão a acontecer muito mais rapidamente, são mais perturbadores e estão mais disseminados do que os cientistas previam há 20 anos.

Aqueles que menos contribuem para o problema são os mais afetados, acrescentaram os investigadores no relatório.

*Rachel Ramirez contribuiu para este artigo

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