PIB português com maior crescimento da União Europeia no 1.º trimestre

Agência Lusa , CF
8 jun, 11:02
PIB (Getty Images)

O ritmo de crescimento homólogo do PIB português registou mais do dobro da média europeia. A nível mundial, a OCDE projeta uma expansão do PIB de apenas 3%

O PIB de Portugal registou o maior crescimento homólogo (11,9%) no primeiro trimestre do ano, período em que as economias da zona euro e da UE avançaram 5,4% e 5,6%, respetivamente, divulga esta quarta-feira o Eurostat.

O ritmo do crescimento homólogo do Produto Interno Bruto (PIB) acelerou, no primeiro trimestre, na zona euro e na União Europeia (UE), face aos 4,7% e de 4,9% registados no período anterior.

De acordo com o serviço estatístico comunitário, na variação em cadeia, o PIB da zona euro cresceu 0,6% e 0,7%, entre janeiro e março, depois de ter aumentado 0,2% e 0,5% nos últimos três meses de 2021.

OCDE corta o crescimento do PIB mundial para 3%

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) está mais pessimista devido à guerra na Ucrânia e cortou em 1,5 pontos percentuais a perspetiva de crescimento económico mundial para 3% este ano, mantendo-se num nível similar em 2023.

No relatório com as previsões económicas mundiais divulgado esta quarta-feira, a OCDE prevê uma expansão do PIB de 3% este ano e 2,8% em 2023.

A perspetiva para este ano é uma revisão em baixa de 1,5 pontos percentuais (p.p.) face ao crescimento projetado em dezembro.

A organização com sede em Paris justifica que os choque económicos associados à guerra na Ucrânia têm impacto nos mercados globais de ‘commodities’, comércio e finanças.

“Antes da eclosão da guerra, as perspetivas pareciam amplamente favoráveis em 2022-23, com o crescimento e a inflação irão regressar à normalidade à medida que a pandemia de covid-19 e as restrições do lado da oferta diminuírem”, refere no relatório.

A OCDE explica que o corte nas perspetivas reflete, em parte, as profundas recessões na Rússia e na Ucrânia, mas o crescimento deve ser consideravelmente mais fraco do que o esperado na maioria das economias, especialmente na Europa, onde o embargo ao petróleo e as importações de carvão da Rússia estão incorporados nas projeções para 2023.

“Os preços das ‘commodities’ subiram substancialmente, refletindo a importância do fornecimento da Rússia e da Ucrânia em muitos mercados, pressões inflacionistas e atingindo receitas e gastos reais, particularmente para as famílias vulneráveis”, refere.

A OCDE assinala ainda que em muitas economias de mercados emergentes, os riscos de escassez de alimentos são altos, dada a dependência sobre as exportações agrícolas da Rússia e da Ucrânia, enquanto as pressões do lado da oferta também se intensificaram como resultado do conflito, bem como as paralisações na China.

Antecipa ainda que a pressão nos preços ao consumidor deverá permanecer elevada, com uma média de cerca de 5,5% nas principais economias avançadas em 2022 e 8,5% na OCDE como um todo, antes de recuar em 2023, à medida que as pressões da cadeia de suprimentos e dos preços das ‘commodities’ diminuem e o impacto de condições monetárias mais apertadas começa a ser sentida.

Ainda assim, a OCDE acredita que a inflação ‘core’, embora em desaceleração, deve, no entanto, continuar dentro ou acima dos objetivos de médio prazo em muitas das principais economias no final de 2023.

Ainda assim, salienta que a incerteza em torno das perspetivas é elevada e associada a um número proeminente de riscos, com um impacto da guerra superior ao esperado se existir um corte abrupto nas interrupções dos fluxos de gás da Rússia, novos aumentos nos preços das ‘commodities’ ou interrupções mais fortes das cadeias de abastecimento globais, ou pressões inflacionistas superiores.

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