PIB cresce em termos homólogos e em cadeia no 1.º trimestre

Agência Lusa , PP
31 mai, 11:36
Dinheiro (Freepik)

Consumo privado abrandou mas consumo público acelerou ligeiramente

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,5% em termos homólogos e 0,8% em cadeia no primeiro trimestre, informou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), que reviu em alta de uma décima as estimativas iniciais.

Os dados publicados hoje comparam com a estimativa rápida do INE para o primeiro trimestre, publicada a 30 de abril, na qual o organismo de estatística nacional apontava para um crescimento homólogo da economia portuguesa de 1,4% e de 0,7% face ao último trimestre de 2023.

O PIB português avançou, assim, em termos homólogos, 1,5% no primeiro trimestre de 2024, após ter aumentado 2,1% no trimestre precedente, refletindo um abrandamento do consumo privado, com um crescimento de 0,7% (contra 1,6% no trimestre precedente) e do investimento, que aumentou 1,5% (contra 3,6% no trimestre precedente).

Por seu lado, o consumo público acelerou ligeiramente para uma variação de 1,4% (1,2% no trimestre precedente).

Deste modo, o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB desacelerou, passando de 1,9 pontos percentuais (pp.), no quarto trimestre de 2023, para 1,0 pontos.

Por outro lado, o contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB aumentou para 0,5 pp. (face a 0,1 pp. no trimestre precedente), com um crescimento de 2,5% das exportações de bens e serviços (3,2% no 4º trimestre) e de 1,4% das importações de bens e serviços (2,9% no trimestre anterior).

Comparando com o trimestre anterior, o PIB cresceu 0,8%, após um aumento em cadeia de 0,7% no 4.º trimestre.

Segundo o INE, o contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB foi 1,0 pp., depois de ter sido negativo no 4.º trimestre (-0,2 pp.), enquanto a procura interna registou um contributo de -0,1 pp., após ter registado um contributo positivo de 0,9 pp. no trimestre precedente, observando-se uma aceleração do consumo privado e uma diminuição do investimento.

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