"Parece um barril de pólvora sem fim": petróleo sobe acima dos 90 dólares depois dos novos ataques entre EUA e Irão

31 ago, 08:29
Estreito de Ormuz (Getty)
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

A recente escalada fez aumentar a cotação do petróleo, com os investidores a avaliarem o risco de novos confrontos afetarem o fluxo de energia através de uma das principais rotas mundiais

Os preços do petróleo ultrapassaram os 90 dólares por barril após os Estados Unidos terem atacado dois lançadores de rockets iranianos na ilha de Larak, no estreito de Ormuz, naquele que foi o primeiro ataque norte-americano contra forças iranianas em mais de um mês.

O Irão respondeu pouco depois com o lançamento de mísseis contra a Jordânia, aumentando os receios dos mercados sobre o impacto da retoma das hostilidades no transporte de petróleo proveniente do Médio Oriente.

Segundo o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), ouvido pelo Financial Times, as forças iranianas da Guarda Revolucionária estavam a preparar-se para lançar rockets equipados com minas marítimas para o estreito de Ormuz, o que levou os militares norte-americanos a atacar dois lançadores na ilha de Larak.

A escalada fez aumentar a cotação do petróleo, com os investidores a avaliarem o risco de novos confrontos afetarem o fluxo de energia através de uma das principais rotas mundiais.

“Esta situação parece um barril de pólvora sem fim que continua a incorporar um prémio nos preços”, afirmou Michael Alfaro, diretor de investimentos da Gallo Partners, citado pelo FT, considerando que os novos ataques "não só sublinham a fragilidade da desescalada, como também a obstinação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em dificultar a livre circulação no Estreito de Ormuz".

O ataque norte-americano de domingo foi aparentemente mais limitado e concentrado do que os últimos ataques conhecidos contra o Irão, a 29 de julho, quando dezenas de alvos foram atingidos numa vaga de bombardeamentos com a duração de duas horas.

Horas depois da troca de ataques, o presidente norte-americano, Donald Trump, publicou nas redes sociais que a ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do Irão, estava a ser “reduzida a pedaços”. A publicação no Truth Social incluía um vídeo de explosões gerado por inteligência artificial, sem que existissem provas de um ataque à ilha ou de que Trump estivesse efetivamente a ameaçar atacá-la.

Entretanto, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que Washington está a alargar as sanções secundárias contra o Irão, enquanto a Guarda Revolucionária ameaçou responder com força a novos ataques e afirmou que os Estados Unidos não conseguirão enfraquecer o controlo iraniano sobre o estreito de Ormuz. Antes do conflito, cerca de um quinto do petróleo e gás mundial passava por esta importante rota marítima. A guerra entre os Estados Unidos e o Irão já dura há seis meses.

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Médio Oriente

Mais Médio Oriente

Mais Lidas