Combustíveis sobem mais que o esperado. Portugal acorda com gasolinas acima dos 2 euros

7 mar, 06:07

Subida dos combustíveis é ainda maior em alguns postos do que as estimativas apontavam. CNN Portugal testemunha aumentos em postos durante a madrugada. Petróleo não dá tréguas e volta a subir no início da semana

Os combustíveis estão ainda mais caros esta segunda feira do que aquilo que se previa. As principais redes gasolineiras do pais mudaram os preços à meia-noite deste dia 7 de março e marcam agora custos superiores àqueles que vinham sendo perspectivados até domingo.

Naquela que será a maior subida em valor dia preços dia combustíveis numa só semana, BP, Galp e Repsol - as três maiores cadeias de abastecimento em Portugal - estão com preços semelhantes entre si, mas bem diferentes dos da semana passada.

A perspetiva era de que o gasóleo simples subisse para 1,9 euros por litros, mas as principais cadeias de abastecimento marcavam esta madrugada preços em torno dos 1,95 euros por litro. Nos gasóleo de melhor qualidade, o custo por litro é aliás já ligeiramente superior a 2 euros por litro. 

Outra surpresa está nos preços das gasolinas. Afinal, e ao contrário do que se antecipava, as gasolinas continuam mais caras que os gasóleos, o que sinaliza que também neste tipo de combustível os aumentos são superiores. As estimativas apontavam para um custo de 1,88 euros por litro de gasolina 95, mas as principais redes de abastecimento estão a aplicar um preço a rasar os 2 euros por litro. Já na gasolina 98, os preços estão encostados a 2,1 euros.

Estes preços não são iguais em todo o país nem em todas as redes de abastecimento, havendo postos com preços mais baratos do que os das grandes redes. 

Recorde-se que os preços dos combustíveis não são fixados administrativamente, pelo que cada gasolineira pode fixar os seus próprios preços. As estimativas de aumentos de preços ficaram assim aparentemente abaixo dos preços reais, possivelmente porque as gasolineiras já antecipam novas subidas do preço do petróleo, em resultado da guerra na Ucrânia, que produziram sanções sobre a Rússia, o terceiro maior produtor de petróleo do mundo. 

Aliás, a abertura do dia dos mercados asiáticos esta segunda feira foi marcada por uma subida do valor do barril de Brent, referência europeia, que por momentos chegou a ultrapassar a barreira dos 139 dólares. Este preço foi atingido depois de a invasão da Ucrânia pela Rússia ter desencadeado o maior aumento em quase dois anos na semana passada - em que a matéria-prima acumulou uma valorização de 21%. O máximo histórico em que o Brent foi negociado foi fixado em setembro de 2008, nos 147,50 dólares.

Este valor foi alcançado depois de a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi ter afirmado que a Casa Branca está a "explorar" formas de impor legislação para travar importações de petróleo russo. Também o governo japonês anunciou estar a estar a discutir com as autoridades norte-americanas e europeias a possibilidade de banir as importações de petróleo da Rússia, avançou a agência Kyodo News esta segunda-feira.

Por outro lado, o preço do ouro subiu para mais de US$ 2.000 nos mercados asiáticos, atingindo o nível mais alto desde setembro de 2020, com investidores a refugiarem-se num porto-seguro, perante a instabilidade de uma guerra na Europa.

A bolsa de Hong Kong caiu mais de 3%, sendo que os mercados continentais chineses também caíram, mas menos: a bolsa de Xangai desceu 0,26% e a bolsa de Shenzhen 0,53%. A bolsa de Tóquio abriu em baixa, com o principal índice, o Nikkei, a perder 3,46%.

Relacionados

Economia

Mais Economia

Patrocinados