"Desperdício colossal". Prémios Nobel pedem redução de 2% das despesas militares

15 dez 2021, 14:13
Soldado russo
Soldado russo

Mais de 60 cientistas e matemáticos fazem apelo às grandes potências e propõem a criação de um fundo na ONU para que o dinheiro antes gasto em armamento possa ser usado "de forma mais sensata"

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Mais de 60 laureados com o Prémio Nobel lançaram uma petição na qual pedem aos líderes dos grandes países que reduzam em cerca de 2% as suas despesas militares durante os próximos cinco anos e coloquem metade do dinheiro poupado num fundo da ONU para combater a pandemia, a crise climática e a pobreza extrema.

Liderado pelo físico italiano Carlo Rovelli, o movimento é apoiado por um grupo de cientistas e matemáticos e Olga Tokarczuk (Nobel da Literatura). A carta foi publicada num momento em que as crescentes tensões globais levaram a um aumento constante nos orçamentos militares em vários países.

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“Os governos estão sob pressão para aumentar as despesas militares”, dizem os signatários, denunciando uma política  "de reação" que leva a "uma corrida ao armamento em espiral" e a "um desperdício colossal de recursos que poderiam ser usados de forma mais sensata".

A campanha pela paz é, na opinião destes cientistas, uma "proposta simples e concreta para a humanidade". De acordo com esta proposta, parte do dinheiro poupado irá para o fundo da ONU e o restante poderá ser usado pelos países em iniciativas semelhantes.

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Os cinco países que mais gastaram com armamento em 2020 foram:

  • EUA - 778 mil milhões de dólares;
  • China 252 mil milhões de dólares;
  • Índia 72,9 mil milhões de dólares;
  • Rússia 61,7 mil milhões de dólares;
  • Reino Unido 59,2 mil milhões de dólares.

De acordo com o site, a petição foi apresentada a Joe Biden, presidente dos EUA, Boris Johnson, primeiro--ministro britânico, Emmanuel Macron, presidente da França, Xi Jinping, líder chinês, Vladimir Putin, presidente russo e António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas. 

"A humanidade enfrenta riscos que só podem ser evitados através da cooperação. Vamos cooperar, em vez de lutar entre nós", dizem os signatários. Lançada esta quarta-feira, a petição tem já quase três mil assinaturas.

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