Chuvas torrenciais forçam deslocação de 82 mil pessoas em Pequim

Agência Lusa , AM
5 ago 2025, 07:20
Vários mortos em Pequim durante as inundações provocadas pelas chuvas (EPA)
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Gravidade da catástrofe levou as autoridades municipais a reconhecerem “lacunas” na preparação dos serviços de emergência

As autoridades de Pequim deslocaram mais de 82 mil pessoas devido a chuvas torrenciais, uma semana após inundações mortais que levaram os responsáveis locais a reconhecer falhas na resposta, noticiou hoje a agência noticiosa oficial Xinhua.

Dezenas de milhares de residentes foram retirados de zonas vulneráveis até às 21:00 de segunda-feira (14:00, em Lisboa), segundo o centro municipal de resposta a inundações, que alertou para o risco elevado de cheias nos distritos de Miyun (noroeste), Fangshan (sudoeste), Mentougou (oeste) e Huairou (norte).

A capital chinesa manteve em vigor o alerta vermelho – o mais elevado – até esta manhã, perante previsões de chuvas intensas entre segunda-feira ao meio-dia e hoje de manhã.

Na semana passada, estes mesmos distritos rurais a norte de Pequim foram os mais afetados pelas intempéries que causaram 44 mortos e nove desaparecidos, de acordo com os dados oficiais. A maioria das vítimas mortais foi registada num lar de idosos em Miyun.

A gravidade da catástrofe levou as autoridades municipais a reconhecerem “lacunas” na preparação dos serviços de emergência.

Desastres naturais são frequentes na China durante o verão, com algumas regiões sujeitas a chuvas torrenciais e outras a secas severas.

Embora seja o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa – apontados como aceleradores da crise climática –, o país compromete-se a atingir a neutralidade carbónica até 2060 e apresenta-se como líder em energias renováveis.

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