"Em 2024 ninguém vai perder dinheiro". Costa reitera que aumento nas pensões "não é nenhuma ilusão"

7 set, 11:36

Primeiro-ministro voltou a pronunciar-se sobre o aumento das pensões - que tem recebido duras críticas por parte da oposição - e revela que o aumento de 2024 depende da evolução da inflação no ano anterior

"Não é nenhuma ilusão": foi desta forma que o António Costa começou por reiterar o aumento das pensões no âmbito do pacote de medidas face ao aumento da inflação. 

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Aeroporto Gago Coutinho, em Faro, o primeiro-ministro reagiu às críticas da oposição, justificando que o Governo apresentou, simultaneamente, duas medidas: o suplemento extraordinário (pago já em outubro) e o montante da atualização que as pensões vão ter em 2023.

"Entre o suplemento e o aumento que vão ter todos os meses em 2023, ninguém receberá menos do que receberia com a estrita aplicação da lei", referiu, e voltou a repetir: "Ao contrário do que eu tenho ouvido dizer, ninguém vai perder rendimento relativamente a 2023: a pensão em 2024 nunca será inferior à pensão em pagamento em dezembro de 2023".

Paralelamente, o primeiro-ministro aponta: "Aquilo que registo é que ninguém critica nem a medida do suplemento extraordinário nem o aumento das pensões em 2023", mas sim qual o aumento em 2024.

Aumento de 2024 depende da evolução da inflação

Então quais são as contas de Costa? Segundo o primeiro-ministro, o aumento em 2024 será definido daqui a um ano, em função do que for a evolução da inflação ao longo de 2023.

"Eu gostaria de chamar à atenção que, nos últimos seis anos, nós também não aplicámos a fórmula quando tínhamos inflações tão baixas que não permitiriam haver qualquer tipo de atualização da pensão minimamente decente. E as pensões mais baixas tiveram e têm tido aumentos extraordinários de 10€. Porquê? Porque a inflação estava tão baixa que, se não fizéssemos um aumento extraordinário, as pensões mais baixas praticamente não teriam tido qualquer aumento". 

 

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