Cinco estados norte-americanos já permitem a execução por pelotão de fuzilamento para condenados à pena de morte que já esgotaram todos os recursos
(Na foto acima: a unidade Allan B. Polunsky, do Departamento de Justiça Criminal do Texas, ao longe, a 14 de julho de 2018, em Livingston. Michael Ciaglo/Houston Chronicle/Getty Images)
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou esta sexta-feira que vai continuar a abrir caminho para acelerar os processos de pena de morte a nível federal, incluindo através da expansão dos métodos de execução para abranger a morte por pelotão de fuzilamento.
Durante a presidência de Joe Biden, o Departamento de Justiça reverteu grande parte das medidas adotadas durante o primeiro mandato de Donald Trump relacionadas com a expansão da pena de morte em casos federais — mudanças que agora estão a ser desfeitas.
“Entre as medidas adotadas estão a readopção do protocolo de injeção letal utilizado durante a primeira administração Trump”, refere o Departamento de Justiça em comunicado divulgado esta sexta-feira, “a expansão desse protocolo para incluir métodos adicionais de execução, como o pelotão de fuzilamento, e a simplificação dos processos internos para acelerar os casos de pena de morte”.
Cinco estados norte-americanos permitem a execução por pelotão de fuzilamento [Utah, Idaho, Carolina do Sul, Oklahoma e Mississippi] para condenados à pena de morte que já esgotaram todos os recursos. Em março, um homem da Carolina do Sul condenado por duplo homicídio tornou-se a quarta pessoa a ser executada por pelotão de fuzilamento desde a década de 1970.
“A administração anterior falhou no seu dever de proteger o povo americano ao recusar-se a perseguir e aplicar a punição máxima contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e homicidas de agentes policiais”, afirma o procurador-geral interino Todd Blanche, em comunicado divulgado esta sexta-feira. “Sob a liderança do presidente Trump, o Departamento de Justiça volta a aplicar a lei e a apoiar as vítimas.”
O Departamento está também a procurar “simplificar o processo de solicitação de penas de morte” e reduzir o número de anos entre a condenação e a execução, segundo o anúncio.