Pelé: milhares de pessoas e muitas homenagens no adeus ao «Rei»

3 jan, 17:17

Mais de 230 mil pessoas passaram pelo velório no Vila Belmiro. Mar de gente nas ruas de Santos durante mais de três horas e meia no cortejo fúnebre. Restos mortais depositados no cemitério vertical

«Pelé é eterno».

As palavras do presidente da FIFA, Gianni Infantino, na segunda-feira, espelham o sentimento do povo brasileiro que, esta terça-feira, certamente quis dizer um até já em vez de um adeus definitivo ao «Rei», antes do funeral que ficou concluído esta tarde, no cemitério vertical, na cidade de Santos.

Mais de 230 mil pessoas passaram pelo velório de Pelé, que decorreu entre segunda-feira e as 13 horas (hora de Portugal Continental) desta terça-feira e que contou, na parte final, com a presença do presidente do Brasil, Lula da Silva. Lula deslocou-se à tenda colocada no centro do estádio Vila Belmiro para uma despedida mais pessoal ao «Rei».

Mas além das mais de 230 mil pessoas que passaram pelo estádio, mais milhares acompanharam o cortejo fúnebre pelas ruas de Santos, durante cerca de três horas e meia, do Canal 2 até ao Canal 6, até bem perto das 17 horas, quando o carro dos bombeiros chegou ao Memorial Necrópole Ecumênica.

O ponto alto do cortejo fúnebre por Santos foi a passagem pela casa da mãe de Pelé, Celeste Arantes, onde um mar de gente prestou uma grande homenagem ao antigo futebolista brasileiro, que faleceu na passada quinta-feira.

Irmã de Pelé, Maria Lúcia Nascimento, acena ao povo durante o cortejo fúnebre (AP)

O caixão com os restos mortais de Pelé foi coberto de forma simbólica, à saída do Vila Belmiro, com bandeiras do Brasil e do Santos, tendo sido retirado, rumo ao cemitério vertical, já depois das 17 horas.

Durante esta tarde, em paralelo com a realização do cortejo fúnebre, o presidente do município do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou que a Avenida Radial Oeste, que circunda o Estádio Maracanã, vai passar a ter oficialmente o nome de Pelé, a partir de quarta-feira.

Depois dos milhares de pessoas que prestaram homenagem a Pelé no Vila Belmiro e nas ruas da cidade, com sorrisos, abraços, lágrimas e muita emoção, o acesso ao cemitério para a cerimónia final foi restrito a familiares e amigos muito próximos de Pelé.

No cemitério vertical estão já os restos mortais do pai de Pelé e de outros familiares e é no mesmo edifício, de onde é possível ver as bancadas do Vila Belmiro, que Edson Arantes do Nascimento, eternizado Pelé, vai ficar. Um local que o próprio Pelé tinha escolhido, como disse em 2003, numa entrevista, falando de um espaço com «paz espiritual e tranquilidade, onde a pessoa não se sente deprimida, e nem sequer parece um cemitério».

O único futebolista tricampeão do mundo, em 1958, 1962 e 1970, notabilizou-se pelo percurso no Santos e na seleção brasileira. Jogou ainda nos norte-americanos do Cosmos. Foi ainda ministro do Desporto no governo de Fernando Henrique Cardoso (de 1995 a 1998) e eleito o desportista do século pelo Comité Olímpico Internacional (1999). Foi, também, o futebolista do século para a FIFA (2000).

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