Desporto sem palavrões: Almeirim vai começar a multar adeptos, penalização de atletas fica a cargo do árbitro

22 dez 2021, 15:44
Bola e pé
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Medida já foi acordada com a GNR e arranca no próximo ano

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A Câmara de Almeirim vai começar a multar quem verbalize impropérios ou tenha qualquer tipo de atitude grosseira durante um evento desportivo. Tanto os pais de atletas como qualquer outro adepto e até agentes dos clubes - como treinadores, presidentes e dirigentes - podem ser punidos.

O presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, explica à CNN Portugal que a medida já foi acordada com a GNR na segunda fase do programa “Pais de Desportistas São Pais Responsáveis” e vai entrar em vigor já no início do próximo ano. Entre os meses de janeiro e fevereiro vai existir um período de sensibilização, posteriormente quem utilizar uma linguagem grosseira num recinto desportivo será multado.

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“Janeiro e fevereiro queremos que sejam tempos de sensibilização, de explicar o que pretendemos e, a partir daí, o projeto entra em velocidade cruzeiro”, refere o autarca. Pedro Ribeiro considera que este tipo de linguagem agressiva tem vindo a ser "tolerado" ao longo dos anos de tal forma que hoje é algo comum em qualquer recinto desportivo, em todos os escalões e em todas as modalidades. 

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“A linguagem tem vindo a ser cada vez mais violenta e nós, enquanto sociedade, vamos tolerando isso. A lei não o permite e, como não temos autoridade para aplicar as coimas, têm de ser as forças de segurança a fazê-lo. Tivemos uma reunião no sentido de já no início do ano podermos começar a fazer uma sensibilização junto das pessoas que vão aos eventos desportivos”, justifica o presidente da Câmara de Almeirim.

Quanto aos atletas, as multas não se aplicam. Pedro Ribeiro explica que "tudo o que acontece no recinto do jogo é julgamento do árbitro". No entanto, realça que a autarquia espera que dentro de campo se passem a penalizar também mais assertivamente este tipo de comportamentos.

Para os elementos dos clubes - como treinadores, dirigentes e presidentes -, as multas podem incidir sobre os prevaricadores ou, em última instância, sobre as próprias organizações. “Não é admissível que estejamos num estádio onde o treinador, o presidente ou o dirigente insulta toda a gente com todos os nomes possíveis e imaginários. Como também não é admissível que dentro de campo a linguagem seja constantemente uma linguagem de asneiras e mau comportamento. (...) Em última análise, pode ser o clube a ser responsabilizado. Coisa que nunca aconteceu, porque quando houve uma ou outra situação o clube tratou do assunto”, conclui Pedro Ribeiro.

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