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É uma "injustiça o que disseram sobre o nosso capitão Cristiano Ronaldo" após a morte de Diogo Jota

1 ago 2025, 14:11
Diogo Jota e Ronaldo (Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via Getty Images)

Presidente da Federação Portuguesa de Futebol abordou a ausência de Ronaldo no funeral de Diogo Jota

Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), diz em entrevista ao Expresso que a morte de Diogo Jota foi o momento mais difícil do mandato. "Foi o momento destes 156 dias de liderança da FPF mais triste que aqui tivemos. Até porque aprendi aquilo que era a referência, o que significava o Jota para a própria seleção nacional. Portanto, foi um momento muitíssimo triste em que se percebeu bem aquilo que era a comunhão que existia entre toda a delegação do futebol na Federação Portuguesa de Futebol. Direi que foi um momento que acaba por marcar, de alguma forma, estes mais de 150 dias que estou na liderança da Federação Portuguesa de Futebol."

Pedro Proença acrescenta que "é nestas alturas que equacionamos e que pomos tudo em causa". "E, portanto, é nestas alturas que percebemos que há outras coisas que não valem a pena. O que temos de valorizar é, nomeadamente, a vida das pessoas."

Sobre a ausência de Cristiano Ronaldo no funeral, o presidente da FP considera injustas as críticas ao capitão da seleção nacional e garantiu que o jogador esteve envolvido desde o primeiro momento. "Aproveito esta oportunidade para dizer que é de uma injustiça imensa dizer que o Cristiano, de alguma maneira, teve um papel mais frio relativamente a isto. Desde a primeira hora que o capitão esteve connosco e foi das pessoas que mais estiveram com a família da seleção, com a família de sangue do próprio Jota. E volto a dizer: é uma injustiça aquilo que disseram sobre o nosso capitão Cristiano Ronaldo. Foi das pessoas que mais sentiram, até porque era um verdadeiro companheiro do Jota. A sua ausência física não significa nada mais do que isso, porque jamais ele abandonou esta família."

Diogo Jota, de 28 anos, e o irmão, André Silva, de 25, morreram a 3 de julho num acidente de viação na A52, em Cernadilla, Zamora, em Espanha. O avançado internacional português jogava no Liverpool, emblema que representava há cinco épocas e pelo qual venceu uma Liga inglesa, uma Taça de Inglaterra e duas Taças da Liga, sagrando-se ainda campeão do Championship, o segundo escalão inglês, com o Wolverhampton.

Depois da formação no Gondomar e no Paços de Ferreira, o avançado representou por uma época o FC Porto, por empréstimo do Atlético de Madrid, sendo depois cedido pelos espanhóis ao Wolverhampton, no qual esteve três temporadas. Na seleção portuguesa, Diogo Jota somou 49 internacionalizações e 14 golos, tendo conquistado duas edições da Liga das Nações, a mais recente no mês passado, em Munique.

Era casado e tinha três filhos.

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