Putin desvaloriza adesão da Finlândia e da Suécia à NATO mas o PCP não (e "deplora" o comportamento do Governo português)

Agência Lusa , CE
16 mai, 21:14
CDU: Jerónimo de Sousa durante uma ação de campanha na Maia

No entanto, PCP e Putin estão de acordo num ponto: esta aliança militar serve para servir os interesses de um único país

Enquanto o presidente da Rússia disse que a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO não era um problema - a menos que isso incluísse a colocação de armas no território desses países -, o PCP lançou um comunicado a dizer que "deplora o explícito empenho do Governo português neste novo alargamento" e que isso "representa um sério agravamento da tensão" na Europa.

No entanto, PCP e Putin estão de acordo num ponto: esta aliança militar serve para servir os interesses de um único país, os Estados Unidos. "O PCP deplora o explícito empenho do Governo português neste novo alargamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e na escalada da confrontação, uma clara expressão de submissão aos interesses dos Estados Unidos da América (EUA)", sustentam os comunistas num comunicado. 

O partido advoga que desde a integração de Portugal na NATO, em julho de 1949, a aliança foi utilizada para “dar suporte à ditadura fascista” e fez “soar ameaças à jovem democracia portuguesa” durante o 25 de Abril.

“O anunciado alargamento da NATO à Finlândia e à Suécia não só não traz segurança como representa um sério agravamento da tensão na Europa e no plano internacional”, acrescenta o PCP.

NATO promove "forças hostis" contra a Rússia

A concretizar-se, a adesão de Helsínquia e Estocolmo representará um “salto qualitativo” na presença do “bloco político-militar junto às fronteiras da Federação Russa, um dos fatores que está na origem do agravamento da situação na Europa e da atual guerra na Ucrânia”, garantem os comunistas.

O PCP considera que a adesão dos dois países nórdicos à Organização do Tratado do Atlântico Norte é feita de uma maneira “precipitada e evitando que os povos desses países se possam pronunciar sobre uma decisão com tão inquietantes consequências para os próprios” e para os restantes países europeus.

O partido acusa também a NATO de promover “forças hostis” contra a Rússia, “incluindo forças abertamente fascistas que idolatram colaboracionistas com os nazis durante a II Guerra Mundial”.

A primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, anunciou esta segunda-feira que o país vai candidatar-se à adesão à NATO, colocando fim a uma política de neutralidade com 200 anos. No domingo, o presidente finlandês, Sauli Niinistö, anunciou a intenção do país de aderir a esta aliança.

Estocolmo e Helsínquia já tinham anunciado a intenção de aderir à NATO na sequência da invasão russa à Ucrânia, a 24 de fevereiro, que aumentou os receios destes países sobre uma possível intenção de Moscovo de expandir a ofensiva militar para outros países.

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