Paulo Rangel eleito tesoureiro do Partido Popular Europeu

Agência Lusa , FMC
1 jun, 17:51
Paulo Rangel

Rangel venceu o candidato checo Tomás Zdechovsky com 61% dos votos

O eurodeputado português Paulo Rangel, do PSD, foi esta quarta-feira eleito tesoureiro do Partido Popular Europeu (PPE), durante o congresso que decorre em Roterdão, Países Baixos, que confirmou o alemão Manfred Weber como novo presidente do partido.

Rangel, vice-presidente do grupo parlamentar do PPE – a maior família política no Parlamento Europeu -, venceu o candidato checo Tomás Zdechovsky, ao recolher 61% dos votos dos delegados, e passa a ser assim o responsável pelas matérias financeiras nos próximos dois anos, cargo que acumulará com uma pasta política na presidência deste partido europeu.

“Estou muito honrado com a grande responsabilidade que me foi confiada pelos congressistas, especialmente quando estamos a dois anos das eleições europeias. A gestão financeira é uma área que conheço bem pois tenho também essa responsabilidade no grupo parlamentar desde 2014”, declarou o anterior líder da delegação do PSD ao Parlamento Europeu, citado numa nota da delegação social-democrata.

A mesma nota indica que Paulo Rangel, que ocupava até agora a vice-presidência com o pelouro da adesão dos partidos que querem pertencer a família política do Partido Popular Europeu, mantém-se ainda, como até agora, vice-presidente da bancada parlamentar do Grupo PPE com o pelouro do “Futuro da Europa - conferência e convenção”.

Depois da eleição, na terça-feira, de Manfred Weber como novo presidente do partido – o alemão, que continuará a liderar a bancada do PPE no Parlamento Europeu, sucede ao polaco Donald Tusk, que deixou o cargo para regressar à vida política polaca -, o PPE elegeu esta quarta-feira também o novo secretário-geral, o grego Thanasis Bakolas, e os vice-presidentes da nova direção, entre os quais três comissários europeus: a búlgara Mariya Gabriel, o austríaco Johannes Hahn e a croata Dubravka Suica.

A nova direção do PPE é então liderada a partir de agora por Manfred Weber, que era candidato único à presidência do PPE, e foi eleito com 89% de votos favoráveis dos delegados presentes no congresso, no qual discursou o ainda líder do PSD, Rui Rio.

Embora permaneça como a maior família política no Parlamento Europeu, na sequência das eleições europeias de 2019 – com uma bancada com 179 deputados, seguido dos Socialistas e Democratas (S&D), com 146 -, o PPE perdeu muita força ao nível do Conselho Europeu à luz de eleições legislativas em vários Estados-membros nos últimos anos, tendo atualmente apenas oito chefes de Estado e ou Governo entre os 27, sendo que não está no poder em nenhum dos cinco Estados-membros com maior poder económico no bloco (Alemanha, França, Itália, Espanha e Países Baixos).

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