Diretas PSD: Rangel desvaloriza sondagens e acusa Rio de querer "Governo com PS"

26 nov, 11:45

O eurodeputado reitera que o partido tem de abandonar a "posição tímida" dos últimos dois anos e impor-se como alternativa ao PS. Recusando ainda ser o novo rosto do "passismo"

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Na véspera das eleições internas do PSD, que vai ditar o próximo presidente social-democrata, o candidato Paulo Rangel, entrevistado pela CNN Portugal, garante que está "bastante confiante e muito tranquilo".

O eurodeputado desvalorizou os dados da sondagem da TVI/CNNPortugal que revelam que 58% dos inquiridos acham que Rui Rio poderia ter um melhor resultado contra António Costa e o PS nas próximas legislativas. 

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Rangel reitera que “estas sondagens não são aplicáveis às eleições internas" e lembra ainda que "os erros são muito frequentes e por vezes até acontece o contrário do que se pensa, como se viu nas autárquicas”. Descartando também a possibilidade deste inquérito ter qualquer tipo de influência sobre os militantes sociais-democratas que "têm já um grande esclarecimento sobre a situação" interna do partido.

"O que está aqui em causa não é uma questão interna. É escolher o candidato a primeiro-ministro que vai poder mudar Portugal”, refere Rangel.

 

Quanto ao facto de Rui Rio tentar anular o pagamento de quotas de cerca de 500 militantes, um exclusivo CNN Portugal avançado na quinta-feira, Paulo Rangel diz que "não tem conhecimento" e que acredita que "não vai comprovar-se".

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O eurodeputado explica que "há uma série de concelhias no país onde houve uma ativação de militantes forte, mas isso acontece também em concelhias que têm uma ligação muito direta ao Dr. Rui Rio". 

"Não acho que haja aí nenhum problema. (...) Não dou nenhuma importância a esse caso”, diz o candidato.

O candidato à presidência social-democrata considera que o PSD tem de abandonar a "posição tímida e apresentar-se como uma alternativa ao PS", ao contrário do que tem acontecido ao longo dos últimos dois anos.

Rangel considera que para os militantes a conjuntura atual é "muito clara": "aqueles que querem um Governo com os socialistas e aqueles que querem um Governo alternativo aos socialistas".

"Quem quiser um Governo alternativo aos socialistas deve votar na minha candidatura, quem quiser um Governo em que o PSD pode ser o vice-primeiro-ministro ou refazer um bloco central deve votar na candidatura adversária”, clarifica Rangel.

 

Caso vença as eleições diretas do PSD, Rangel garante vai abandonar o cargo de eurodeputado por considerar que "do ponto de vista prático" o cargo é incompatível com as funções de presidente do partido. Se o resultado for o oposto, admite manter-se em Bruxelas.

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Paulo Rangel recusou ainda ser o novo rosto do "passismo". Lembrando, que António Costa tem no seu Governo "uma série de ministros e teve que trabalharam com José Sócrates" e nunca foi visto como "o primeiro-ministro do socratismo".

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