A avaliação dos estragos da depressão Kristin, um apelo ao voto, críticas a um presidente que “faz negócio político” com as suas políticas de imigração e um líder mundial que está “mais frágil” do que se possa imaginar. É assim a análise desta semana com Paulo Portas
Paulo Portas considera que o Governo “reagiu talvez um pouco tardiamente” na resposta aos estragos da depressão Kristin no Centro do país. O comentador destaca ainda a postura de Marcelo Rebelo de Sousa, que “baixou a ansiedade e deu um sinal de proteção às pessoas”.
“Concedo sem nenhuma dificuldade que o governo reagiu talvez um pouco tardiamente”, afirmou no Global desta semana.
Para Portas, o plano de resposta apresentado pelo executivo de Luís Montenegro é “sólido e pragmático”, com direito a elogios à escolha do responsável de missão que estará a supervisionar a sua aplicação em Leiria.
“Há uma coisa a que temos de nos habituar: vai haver mais eventos climáticos extremos”, argumentou Portas, lembrando que um especialista lhe contou que dos 25 eventos climáticos extremos que Portugal viveu, “18 aconteceram na última década”.
No último minuto, o analista deixou um apelo à mobilização nas eleições presidenciais do próximo domingo: “haja ventos e tempestades não deixem de ir votar. A abstenção grande só favorece os extremos”.
Trump “faz negócio político” com a imigração
Neste Global, Portas começou por analisar a tensão crescente entre os EUA de Donald Trump e o Irão. Partiu depois para a atuação da polícia da imigração de Trump em Minneapolis.
“Trump não é o primeiro presidente norte-americano a ter uma política dura de imigração. Talvez seja o primeiro a ter uma política espetacular, que faz negócio político com isso”, argumentou, criticando o “excesso” na atuação do ICE.
“O Governo confundiu manifestantes com terroristas”, acrescentou.
Putin “frágil”
Tempo ainda para analisar a guerra na Ucrânia, que está a correr “mal para a Rússia”, com um recorde de perdas no campo de batalha.
“A Rússia tem 17 vezes mais mortos e feridos na Ucrânia do que no Afeganistão. Veja bem a proporção”, comparou, alertando para o progresso territorial “baixíssimo”.
“Este homem, Putin, está numa posição mais frágil do que se diz e do que se pensa”, concluiu.