Informado em todas as frentes, sem interrupções?
TORNE-SE PREMIUM

“Órban foi travado hoje”. Paulo Portas reage às eleições na Hungria

12 abr, 22:24
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

Neste Global, o analista destaca ainda como Trump se está a tornar "tóxico" nos eleitorados europeus

Paulo Portas considera que a vitória de Péter Magyar nas eleições que tiveram lugar este domingo na Hungria, colocando fim a 16 anos de poder de Viktor Orbán, é “muito importante” em termos “da Hungria como da guerra na Ucrânia, como do futuro da Europa e ainda do Ocidente”.

Orbán, a partir de 2010, diz o comentador, “transforma-se e transtorna-se”. “Começa a delapidar o Estado de Direito, a acabar com a independência e separação de poderes, a transformar uma economia de mercado numa economia a que poderíamos chamar capitalismo de Estado, onde só os favoritos do governo é que têm lugar, a perseguir as pessoas por opiniões políticas ou por identidades pessoais”, descreve.

“Foi travado hoje”, resume. “Esta tentativa saiu mal porque o regime se estava a transformar num sufoco, E a economia estava miserável, porque desde que a Hungria virou anti-europeia e fez um combate permanente com Bruxelas e ficou com os fundos congelados, a economia teve uma performance muito fraca, para não dizer nula”, argumenta.

“O maior derrotado em termos globais chama-se Vladimir Putin. Orbán era o maior aliado que ele tinha na Europa”, junta Portas.

Portas clarifica que Péter Magyar “não quer uma relação subserviente com a Rússia”, a que se junta a vontade de “descongelar os fundos europeus, porque a economia tem que animar”.

“Penso que a primeira coisa que mudará é o veto da Hungria ao empréstimo à Ucrânia que lhe permite defender-se”, remata.

“Trump está a tornar-se tóxico nos eleitorados europeus”

Portas concorda que há algo a mudar na relação entre os eleitores europeus e a direita populista. “Por responsabilidade do próprio Donald Trump, que está a tornar-se tóxico nos eleitorados europeus”.

Mote para passar depois para as 21 horas de negociações de paz entre os EUA e Irão em Islamabad. Portas não acredita que o atual estado de coisas “seja definitivo”. “Porque nem o Irão conseguirá vencer militarmente os Estados Unidos, nem os Estados Unidos têm uma solução para Ormuz que não impacte na própria economia americana”, argumenta.

“Há três dias ele queria destruir uma civilização para libertar Ormuz, que, entretanto, tinha voltado a ser importante. Hoje, veio dizer, como uma criança que fica irritada quando lhe tiram o brinquedo, esta coisa extraordinária de que vai bloquear ele próprio o Estreito de Ormuz”, descreve Portas.

O comentador defende que será o Irão a parte mais interessada num acordo rápido, “porque o Irão está destruído. “Mas atenção, que, enquanto os Estados Unidos não tiverem solução para Ormuz, a pressão interna sobre Trump é muito maior”, nota.

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Comentadores

Mais Comentadores