No primeiro Global de 2025, Paulo Portas faz uma antevisão, mês a mês, daquilo que deverá marcar este novo ano
Paulo Portas considera que a tomada de posse de Donald Trump, a 20 de janeiro, será “o grande momento do ano de 2025”, com vários impactos dentro e fora de portas.
No primeiro Global de 2025, onde faz uma antevisão mês a mês do que se pode esperar deste ano, o comentador avisa que uma vitória dada por Trump a Putin na Ucrânia daria margem para o presidente russo – numa altura em que assinala 25 anos no poder – ponderar “para onde vai a seguir.
“O que é muito perigoso porque os bálticos são membros da NATO e da União Europeia”, reitera.
Já em Israel, Paulo Portas antecipa eleições antecipadas marcadas por Benjamin Netanyahu já no verão.
Além de reflexões sobre o estado do mundo, Paulo Portas deixa ainda sugestões culturais para um ano que se espera marcante. Vejamos agora, mês a mês, os seus destaques.
Janeiro. O grande destaque vai para a tomada de posse de Donald Trump. Portas avisa que vai ser preciso esperar para ver se vai cumprir as promessas sobre as tarifas alfandegárias contra a China, a União Europeia, o Canadá e o México. Sobre a posição de Trump em relação à Ucrânia, prevê: “vai fazer um discurso transacional com a Ucrânia ou dar a Putin o que Putin quer”. É ainda preciso perceber como ficará a relação com a China, “se vai procurar uma forma de acordo tenso ou meramente um confronto comercial”.
Fevereiro. É neste mês que acontece em Paris uma cimeira sobre inteligência artificial, tecnologia que, avisa Portas, “pode condicionar a tomada de decisões racionais”.
Março. Com o ano novo chinês, o ano da serpente, março também traz as previsões económicas da segunda maior economia do mundo. Portas antecipa um travão ao crescimento da China, que estava habituada a crescer a dois dígitos. E antecipa um vencedor para os Óscares: “Juror #2” de Clint Eastwood.
Abril. Trata-se do último mês para chegar a um acordo no tratado das pandemias. Paulo Portas acredita que ainda é possível atingir esse consenso, identificando, todavia, várias barreiras. Destaque também para os 50 anos da Assembleia Constituinte em Portugal.
Maio. Neste mês assinalam-se os 25 anos de Vladimir Putin no poder, com oito invasões em países fora da Rússia. Portas avisa que uma cedência na Ucrânia pode levar Putin a pensar “para onde vai a seguir”, “o que é muito perigoso porque os bálticos são membros da NATO e da União Europeia”.
Junho. Acontece a primeira cimeira da NATO já com Trump. E o ambiente, diz Portas, “depende do discurso de 20 de janeiro”. Ainda assim, o comentador não vê “bons sinais” que permitam a estabilidade da aliança atlântica. Portas sugere também duas exposições em Serralves, uma delas do artista Maurizio Cattelan.
Julho. Portas antecipa uma possível “guerra para a sucessão” no Irão, perante as crescentes fontes de tensão no país. Já em Israel, antecipa eleições antecipadas marcadas pelo próprio Benjamin Netanyahu.
Agosto. Este será para Portas o “mês de confirmação” de Javier Milei na Argentina.
Setembro. O destaque do comentador vai para os 50 anos dos Pink Floyd, banda que, diz, marcou as nossas vidas em momentos muito diferentes.
Outubro. Portas antecipa o “fim da era Trudeau” no Canadá, uma vez que o atual primeiro-ministro terá dificuldades em recuperar terreno em relação ao principal adversário.
Novembro. O clima volta a estar em foco na COP30, onde se espera uma revisão dos objetivos climáticos, para assim cumprir o Acordo de Paris. “Os países vão ter de fazer um esforço”, avisa Portas. E tudo pode ficar ainda mais difícil se os Estados Unidos da América se tornarem “negacionistas” com Trump.
Dezembro. No último mês do ano, Portas destaca os 250 anos da escritora Jane Austen, “uma das mulheres mais extraordinárias”, cuja obra tem vencido o teste do tempo.
