Adjunto de ex-ministra da Justiça foi detido por crimes de pornografia de menores e abuso sexual de crianças
O advogado Marco Antão renunciou à defesa de Paulo Abreu Santos, indiciado por mais de 500 crimes de pornografia de menores e abuso sexual de crianças.
Não são, para já, conhecidas publicamente as razões que levaram o advogado a abandonar o patrocínio do arguido.
O advogado e ex-adjunto do Ministério da Justiça preso preventivamente desde sábado está indiciado de mais de 500 crimes de pornografia de menores e dois de abuso sexual de crianças, esclareceu esta terça-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR)
De acordo com o Diário da República, Paulo Abreu dos Santos exerceu funções como adjunto no Ministério da Justiça no gabinete da anterior titular da pasta, Catarina Sarmento e Castro, entre 26 de setembro de 2022 e 02 de setembro de 2023.
Na segunda-feira, fonte ligada à investigação disse à Lusa que um dos IP (endereço que identifica um acesso à Internet) sinalizados inicialmente pelas autoridades foi o do Ministério da Justiça e outro o da residência do arguido.
Segundo a mesma fonte, há indícios de que o advogado terá filmado alguma pornografia de menores descoberta no seu telemóvel, tendo confessado um dos crimes.
O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e está sujeito a segredo de justiça externo, informou a PGR.
Paulo Abreu dos Santos, de 38 anos, era também assistente convidado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, instituição que anunciou, na segunda-feira, a suspensão do vínculo contratual com o advogado.