Pedofilia: ex-adjunto de ministra da Justiça acusado de 7.986 crimes com crianças 

16 jun, 20:33
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Quase 900 dos crimes dizem respeito a imagens que o próprio Paulo Abreu dos Santos captou de um rapaz de 10 anos que conheceu num templo religioso

Paulo Abreu dos Santos, advogado que foi adjunto da antiga ministra da Justiça Catarina Sarmento e Castro, foi acusado pelo Ministério Público de 7.986 crimes sexuais relacionados com crianças - 7.095 dos quais por posse e partilha de imagens e vídeos de abusos e pornografia de menores; 889 por imagens que o próprio captou de um rapaz de 10 anos que conheceu num templo religioso; e dois de abusos sexuais que praticou sobre a mesma criança naquele espaço de culto.

No despacho de acusação do DIAP de Lisboa com 38 páginas, a que a CNN Portugal teve acesso, lê-se que o predador sexual, que exerceu funções no governo entre 2022 e 2024, começou em 2021 a utilizar plataformas nas redes sociais Viber, Signal e Telegram para aceder a conteúdos de pedofilia. Fê-lo em 13 grupos de conversação, nomeadamente com os nomes “kids boys only” ou “vídeos de chicos”, onde foi detetado pelas autoridades norte-americanas em 2024.

Iniciou-se em Portugal uma investigação da Polícia Judiciária que levou em janeiro passado a buscas a casa do suspeito, de 39 anos, na zona de Corroios, Seixal, e à detenção do mesmo em flagrante na posse de mais de oito mil conteúdos de pornografia de menores.

Da análise aos vídeos concluiu-se que a esmagadora maioria das vítimas são estrangeiras - à exceção de um rapaz que foi filmado e abusado pelo próprio Paulo Abreu dos Santos, como a PJ acabou por confirmar depois de ter conseguido chegar à identidade da vítima.  

O suspeito acabou por ficar em prisão preventiva e foi agora acusado pela procuradora Felismina Carvalho Franco por quase oito mil crimes pelos quais deverá ser julgado até ao final do ano.

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